Política
O advogado Demóstenes Torres, que faz a defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier na ação da trama golpista que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (24) as acareações entre o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o general Braga Netto não têm efeito prático.
Torres também considerou a acareação entre o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército. Ao se referir a Cid, o advogado disse, segundo o site Poder 360, que ele já apresentou "12ª ou 13ª versão do mesmo fato", o que, entende, compromete a credibilidade da delação que fundamenta a denúncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou no Supremo.
"Parece que Mauro Cid é um péssimo exemplar de delator. O Supremo vai ter que decidir o que faz com uma delação assim, que muda a cada momento", disse Demóstenes Torres. O advogado afirmou não acreditar que o Supremo incorra em condenações políticas dada a fragilidade da delação realizada pelo ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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