Política
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou o compartilhamento de todos os inquéritos envolvendo a farra dos descontos indevidos sobre aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A medida foi tomada após menções ao ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL) e ao deputado federal Fausto Pinato (PP-SP). A citação aos dois políticos foi comunicada pela Polícia Federal (PF) em um ofício enviado ao ministro do Supremo. As informações são da coluna de Fábio Serapião, do portal Metrópoles.
De acordo com a publicação, o delegado responsável pelo inquérito em São Paulo identificou os nomes de Onyx e Pinato no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em abril contra o esquema bilionário de fraudes em aposentadorias.
Tanto Onyx, que foi ministro da Previdência no governo Bolsonaro, quanto Pinato tiveram alguma transação financeira com Felipe Gomes Macedo, que presidiu a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), uma das entidades envolvidas no esquema bilionário que descontava mensalidades direto do contracheque do INSS sem o consentimento dos aposentados.
Macedo doou R$ 60 mil a Onyx Lorenzoni na eleição ao governo do Rio Grande do Sul, em 2022. A entidade faturou R$ 324 milhões desde aquele ano, quando firmou seu acordo com o INSS para poder efetuar descontos sobre aposentados. Quando as tratativas começaram, Onyx era ministro da Previdência.
Respostas
O deputado Fausto Pinato (PP-SP) disse que Felipe Macedo Gomes alugava uma sala comercial, onde funciona seu escritório político.
A sala fica na Alameda Grajaú, em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. Segundo o deputado, as pessoas ligadas a Amar Brasil saíram do imóvel em agosto de 2023 e um assessor parlamentar alugou o escritório em 2024.
“É uma suposição de uma sala que já foi [de um investigado]. É muita loucura [a suspeita]”, disse Pinato. “Pegar um cara que tem uma empresa, eu alugo a sala quatro ou seis meses depois, a sala é de outra pessoa. Eu vou adivinhar que a sala é de um cara que está supostamente envolvido com a farra do INSS?”, questiona o parlamentar.
Já o ex-ministro Onyx Lorenzoni reafirmou que não conhece Gomes, que contribuiu para sua candidatura a governador em 2022. Ele disse que não conhece cerca de 30% dos doadores de sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul, mas que todas as doações foram “dentro da lei e fiscalizadas pela Justiça Eleitoral”.
“Eu tenho relação zero com essa pessoa”, disse Onyx.“Estou à disposição de Polícia Federal, Ministério Público, CPI. Quem tem a verdade, não teme a nada”, acrescentou o ex-ministro.
Classificação Indicativa: Livre
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato
Samsung top
Lançamento com desconto