Política

Defesa de Binho Galinha pede celeridade para soltura de deputado: "Tempo passa diferente para quem está preso"

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Advogado que defende Binho Galinha cobra de deputados celeridade em análise do processo contra Binho Galinha  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco / BNews
Henrique Brinco e Matheus Simoni

por Henrique Brinco e Matheus Simoni

redacao@bnews.com.br

Publicado em 08/10/2025, às 10h44 - Atualizado às 10h45



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) recebeu nesta quarta-feira (8), durante reunião extraordinária, a defesa do deptuado estadual Binho Galinha (PRD), apontado como chefe de um grupo criminoso envolvido com milícias, extorsão e jogo do bicho em Feira de Santana. Responsável pela defesa do parlamentar, o advogado Gammil Foppel disse que Binho é inocente e que não estão presentes requisitos necessários para a prisão.

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"O mesmo pedaço de papel que assegura a inviolabilidade prisional dos parlamentares é o que assegura a inviolabilidade do domicílio. E, presidente, eu fico atônico quando vejo cada vez mais criarem pseudoteorias para violar direitos fundamentais. Nem mesmo a inviolabilidade do domicílio mais é respeitada, porque se criou uma tal teoria da bomba relógio que justifica tudo e qualquer tipo de invasão", disse o advogado.

"Eu prefiro estar em paz com respeito às leis do país. Eminente presidente, neste momento essa CCJ vai exercer uma dessas funções que são anômalas. A função de julgar. E eu tenho certeza, considerando a tradição de acertos dessa casa, que outra alternativa não restará a esta casa se não determinar a suspensão deste teratológico e anormal decreto de prisão. Não há uma forma de dourar a pílula. Não há uma forma simpática de dourar aquele documento. Aquele documento é um estupro hermenêutico", acrescentou.

A defesa ainda pontuou que a prisão de Binho Galinha viola princípios constitucionais. "É uma violação a um poder da Constituição. Violação que já perdura há muitos dias. E aqui, presidente, eu rogo a vossa excelência, eu sei do grau de eficiência de vossa excelência, não deve trabalhar com a vossa excelência de lei, mas eu rogo a vossa excelência que vossas excelências despachem. E façam para ser em vossas excelências o quanto antes. Porque, como diria a professora Ana Messutti, o tempo é diferente para quem está preso. A noção de tempo para quem está na cadeia é completamente diferente da noção de tempo para quem está em liberdade", declarou Gammil.

A CCJ atendeu ao ofício nº 976/2025, enviado pela Presidência da ALBA. Originário de Feira de Santana, o documento foi remetido pela juíza de direito Márcia Simões Costa e contém a decisão proferida nos autos de inquérito policial que deu base à prisão de Binho Galinha.

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