Política

Demissão de Wajngarten aumenta lista de “escanteados” pelo bolsonarismo

Valter Campanato / Agência Brasil
Desde 2019, o governo Bolsonaro enfrenta uma série de rompimentos com ex-aliados, incluindo Joice Hasselmann e Mauro Cid.  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato / Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 22/05/2025, às 10h21



A demissão do advogado Fabio Wajngarten do Partido Liberal (PL) nesta semana fez aumentar a lista de ex-aliados de Jair Bolsonaro que acabaram sendo deixados de lado pelo grupo político liderado pelo ex-presidente. As informações são do jornal O Globo. 

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A série de “rompimentos” começou ainda em 2019, ano que Bolsonaro tomou posse da presidência da República. Alguns dos ex-aliados acabaram se tornando adversários, como a ex-deputada Joice Hasselmann. Ela foi aliada do ex-presidente e líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Porém, ela deixou o posto ainda em 2019, após atritos com os filhos do então presidente, o que levou ao rompimento entre ela e o bolsonarismo.

Outro nome ignorado é o do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que passou a ser escanteado depois que foi preso, em maio de 2023, e ter a delação premiada homologada. Os depoimentos do agora ex-aliado sobre Bolsonaro são constantemente questionados.

Já a deputada federal Carla Zambelli foi amiga pessoal da família Bolsonaro, mas passou a ser culpada pela derrota do ex-presidente na eleição de 2022, após ela ser flagrada perseguindo um homem armada, pelo qual foi condenada.

O senador e ex-ministro, Marcos Pontes, teve um mal-estar com Bolsonaro depois que o parlamentar demonstrou interesse em disputar a presidência do Senado. No entanto, Davi Alcolumbre (União Brasil) já contava com o apoio da bancada bolsonarista na Casa. Em janeiro de 2024, o ex-presidente da República chegou a criticar a candidatura de Pontes, chamando-a de "lamentável".

O ex-ministro Gustavo Bebianno, que faleceu em 2020, foi o primeiro aliado escanteado pelo bolsonarismo. Ele foi demitido da Secretaria-Geral da Presidência depois de um desentendimento com o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

Outro nome que também rompeu com Bolsonaro logo no início do seu governo foi Luciano Bivar. O desgaste entre eles se intensificou depois que o então presidente nacional do PSL ter dito que o ex-aliado estava afastado da legenda. Após a declaração, Bolsonaro pediu para um apoiador esquecer o PSL e não divulgar conteúdos sobre Bivar, alegando que o parlamentar estaria “queimado para caramba”.

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