Política

"Demonstra pra gente que a prefeitura não quer cuidar das nossas crianças", diz vereadora após MP abrir investigação sobre escola do Curralinho

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Contratos renovados com valores altos e a mesma empresa levantam suspeitas sobre a gestão dos recursos públicos na educação  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 05/08/2026, às 16h21



Após a Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa e do Patrimônio Público de Salvador, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), abrir um procedimento para investigar supostas irregularidades na execução do contrato firmado entre a Prefeitura de Salvador e a empresa Nordeste Engenharia, para a  construção de uma escola localizada no bairro do Curralinho, em Salvador, destinada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que o executivo soteropolitano não quer cuidar das crianças da capital

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"Pois é, é uma uma escola tão importante, né? Porque imagine, vai cuidar de meninos e meninas que estão numa situação assim bem de vulnerabilidade e a prefeitura não tem essa responsabilidade. Três anos que ficou a obra, olha o desrespeito. Agora, refaz de novo o contrato com a mesma empresa e com valor exorbitante. Então, demonstra pra gente que a prefeitura não quer cuidar das nossas crianças. Que esse período compete à prefeitura, a primeira infância, fundamental I e II, e a prefeitura não prepara", disse ela ao BNews.

Marta também comentou sobre decisões da prefeitura de fechar escolas em alguns bairros da cidade. 

"Fecha escola, como foi a do Rio Sena. Mesmo o MP orientando que não era pra fechar a escola, fechou em um bairro popular que tem também uma situação que é necessário ter a escola pra a gente ir aprimorando", afirmou.

A vereadora também falou da necessidade de maior transparência da gestão quanto aos valores empregados na construção do novo equipamento. 

"E agora com nossos neurodivergentes, né? Porque é uma escola que cuida de crianças que têm que ter um acompanhamento e ter uma continuidade. E é dinheiro. Então isso a gente precisa também estar junto com a prefeitura pedindo. Nós já mandamos ofício pedindo essas informações e ele nega. O próprio secretário já me respondeu na mídia, o Thiago Dantas, porque quando nós mostramos que o contrato foi refeito com a mesma empresa com valor maior, a empresa já estava com três anos, ele foi dizer que não e no outro dia saiu no Diário Oficial publicado. Então nós precisamos também, por isso que nós cobramos aqui. Então, a gente não faz oposição por oposição, a gente apresenta os dados e aí eles ficam fazendo o quê? Política desta forma, de não reconhecer, de não valorizar e de não empregar o dinheiro público da forma como deveria ser."

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