Política
A deputada federal Sílvia Waiãpi (PL) não descartou iniciar uma greve de fome para reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que alterou as regras para o uso das sobras eleitores. Com a mudança, a parlamentar, que é alvo de um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode ter o seu mandato cassado.
Sílvia Waiãpi foi condenada pela Justiça Eleitoral por usar, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o “Fundão Eleitoral, R$ 9 mil para pagar um procedimento de harmonização facial.
A deputada e mais seis outros parlamentares, potencialmente afetados pela decisão, seguem com seus respectivos mandatos devido à viagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) a Portugal.
Apenas o presidente da Casa é que pode formalizar a perda dos mandatos e dar posse aos novos deputados para assumir os cargos de Waiãpi e dos demais deputados.
De acordo com informações do Ministério Público Eleitoral, Sílvia Waiãpi contratou os serviços de marketing digital e pagou R$ 39.454,70 com recursos do Fundão. A profissional contratada teria recebido R$ 20 mil e o restante da quantidade usada para “pagamento de outras despesas não declaradas, inclusive um procedimento estético (harmonização facial) no valor de R$ 9 mil”.
O recurso apresentado pela parlamentar contra a condenação foi negado em 15 de maio pelo TSE. A defesa da deputada tenta negociar o parcelamento do valor que ela terá que devolver aos cofres públicos, enquanto evita a cassação.
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