Política

Deputada pede investigação da ONU sobre mudanças na Meta

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A representação foi enviada ao professor e pesquisador Nicolas Levrat da ONU  |   Bnews - Divulgação Reprodução Shutterstock

Publicado em 09/01/2025, às 09h50   Rebeca Silva



A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou, na última quarta-feira (8), uma denúncia na Organização das Nações Unidas (ONU) contra as mudanças nas políticas de moderação e diretrizes das redes sociais pertencentes à Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram, Messenger e Threads.

O pedido surge em resposta à recente decisão da companhia de encerrar a checagem de fatos e relaxar a moderação de conteúdo em suas plataformas digitais.

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A representação foi enviada ao professor e pesquisador Nicolas Levrat, da ONU.

Para Hilton, as alterações podem promover a disseminação de discursos de ódio, incitação à violência contra grupos sociais marginalizados e impactar diretamente a comunidade LGBTQIA+.

“Como travesti, ativista de direitos humanos e defensora incansável da dignidade e segurança de nossa população, não posso permitir que práticas que violam direitos fundamentais fiquem impunes. No Brasil, onde a transfobia e a violência contra a comunidade LGBTQIA+ já atingem níveis alarmantes, decisões corporativas como essas colocam vidas em risco e enfraquecem o trabalho árduo por justiça e igualdade”, declarou a deputada.

Agência Senado / Divulgação
Agência Senado / Divulgação

Novas diretrizes da Meta

Na última terça-feira (7), a Meta anunciou mudanças nas regras de moderação de conteúdo e outras diretrizes da comunidade nas redes sociais pertencentes ao grupo, incluindo Facebook, Instagram, Messenger, WhatsApp e Threads.

De acordo com as novas diretrizes, suas plataformas permitirão publicações que associem pessoas LGBTQIA+ a “transtornos mentais”.

“Permitimos discussões sobre doenças mentais ou anormalidades relacionadas à orientação de gênero ou sexualidade, considerando o discurso político e religioso sobre transexualidade e homossexualidade, bem como o uso comum e não sério de palavras como ‘esquisito'”, diz trecho da nova política da empresa sobre discurso de ódio, publicada em seu site.

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