Política

Deputada quer que Exército casse benefícios de militares por crimes na ditadura e no caso Rubens Paiva

Tomaz Silva/Agência Brasil
O pedido de investigação se baseia na repercussão do filme 'Ainda Estou Aqui', que denuncia o regime militar e suas atrocidades.  |   Bnews - Divulgação Tomaz Silva/Agência Brasil

Publicado em 24/01/2025, às 13h42 - Atualizado às 13h42   Cadastrado por Daniel Serrano



Diante da repercussão mundial do de "Ainda Estou Aqui", que disputa em três categorias do Oscar deste ano, a deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra o Exército brasileiro. A informação é da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

De acordo com a publicação, a parlamentar quer que o MPF investigue e identifique todos integrantes do Exército que violaram direitos humanos ao longo da Ditadura Militar, em especial os envolvidos no desaparecimento de Rubens Paiva. Ela defende ainda que o órgão tome as medidas cabíveis para os militares sejam exonerados e casse todos os benefícios destes exoneradas, incluindo as aposentadorias e pensões para viúvas e filhas.

O documento pede que também sejam investigados os militares da ativa e da reserva que tenham participado direta ou indiretamente dos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

No documento, a deputada defende que "a manutenção destes agentes no Exército, assim como benefícios e promoções concedidas aos responsáveis por essas violações no Brasil é incompatível com os valores democráticos e afronta o direito à memória e à verdade".

A representação entregue pela deputada faz referência ao filme “Ainda Estou Aqui”, que conta a história de Eunice Paiva e denuncia o regime militar. A película vem fazendo sucesso e é aclamado inclusive no exterior.

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