Política

Deputado baiano é acusado de direcionar R$ 152 milhões do orçamento secreto e reage: “É um absurdo”

Joilson César / BNews/ Arquivo e Arquivo Pessoal
A polêmica surgiu após o uso de seu depoimento por Flávio Dino para autorizar buscas em documentos relacionados a Mariângela Fialek  |   Bnews - Divulgação Joilson César / BNews/ Arquivo e Arquivo Pessoal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 18/12/2025, às 11h11 - Atualizado às 12h00



O deputado federal José Rocha (União-BA) classificou como “tendenciosas” e “abusrdas” as acusações de que teria direcionado sozinho R$ 152 milhões do orçamento secreto para cidades baianas enquanto presidia a Comissão de Integração Nacional na Câmara.

Procurado pelo BNEWS, o parlamentar reforçou que nunca foi procurado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou autoridades policiais para tratar do tema e disse ter sido ouvido apenas como testemunha, não como investigado. Ele também ressaltou que todo o material encaminhado ao governo correspondeu exatamente ao que havia sido determinado por Arthur.

Segundo o deputado, as informações divulgadas em uma coluna são “um absurdo”. Ele afirmou que “não corresponde com a verdade” e que está “totalmente distorcida”. “Falar que eu sou delator é mau-caratismo. Fui ouvido como testemunha o tempo todo, nunca como investigado”, declarou.

Na semana passada, o BNEWS revelou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, utilizou o depoimento de Rocha como justificativa para autorizar buscas e apreensões de documentos na residência de Mariângela Fialek e na sala que ela ocupava na presidência da Câmara. Em depoimento, o parlamentar relatou que tomou bronca do então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), porque não queria seguir a determinação feita pela assessora do pepista, Fialek.

A acusação

Segundo a coluna de Andreza Matais, o deputado José Rocha teria concentrado sozinho R$ 152 milhões do orçamento secreto enquanto presidia a Comissão de Integração Nacional.

A publicação detalha que a maior parte dos recursos foi direcionada para municípios da Bahia, sua base eleitoral, em desacordo com o alinhamento firmado entre os líderes da comissão. 

Além disso, foi detalhado também que o direcionamento teria sido identificado por Mariângela Fialek, responsável pela organização das planilhas. Mesmo após pressão para recuar, Rocha teria conseguido, de acordo com a publicação, liberar R$ 53 milhões, valor muito superior ao destinado aos demais parlamentares.

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