Política
Publicado em 25/10/2024, às 12h32 - Atualizado às 12h47 Publicado por Vagner Ferreira
A Polícia Federal (PF) revelou que o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) é um dos principais suspeitos de um esquema envolvendo transferência de verbas parlamentares. Ele passou a ser investigado por crimes de desvio de dinheiro público, falsificação de documentos e associação criminosa e foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira (25).
Segundo informações da CNN Brasil, o delegado Leonardo Américo confirmou a investigação da Polícia Federal e informou que o deputado fazia rubricas e dava a palavra final em casos de desvios de verbas parlamentares. Ele disse que, por se tratar de cota parlamentar, a pessoa que chefiava o crime não podia ser outro senão um membro do legislativo.
“A Polícia Federal conclui pela identificação de um agrupamento de pessoas, com estrutura ordenada e divisões de tarefas, inserta em ambiente político, voltado para tredestinar verbas parlamentares, no caso sob a rubrica do deputado federal Gustavo Gayer, mediante expedientes fraudulentos, consistentes em falsificação de documentos, além do empenho de custos empresariais à conta pública”, disse em reportagem da CNN.
A PF teve a autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no dia 18 deste mês. O pedido de busca e apreensão foi feito em 23 de setembro e o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi recebido no dia 03 de outubro.
Antes das investigações serem publicadas, Gayer tinha negado envolvimento. “Eu nunca fiz nada de errado. Nunca cometi nenhum crime, mas estou sendo tratado igual um criminoso pela Polícia Federal e pelo Alexandre de Moraes”, disse em vídeo postado nas redes sociais antes de ter o celular apreendido.
O delegado acredita que o deputado utilizava os valores desviados para o funcionamento de sua empresa particular e para o uso pessoal. Segundo ele, a troca de mensagem dele com o assessor João Paulo de Sousa Cavalcante e o secretário parlamentar Marco Aurelio Alves Nascimento demonstravam ciência de ambos em relação ao ato criminoso.
A investigação aponta, inclusive, que o assessor João Paulo de Sousa Cavalcante teria utilizado a empresa ‘Goiás Online’, que tinha contrato com o gabinete do deputado, para burlar a sua contratação de assessor parlamentar.
“O Deputado Federal Gustavo Gayer estava disposto a contratar João Paulo de Sousa Cavalcante para a função de secretário parlamentar e que tal contratação não foi possível diante da inexigibilidade de João Paulo em razão de ter tido prestação de contas eleitoral julgada omissa”, disse o delegado à reportagem.
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