Política

Deputado fake usava “pendrive” para impedir sinal de tornozeleira e curtir noitada

Reprodução/Metrópoles
O "pendrive" apreendido vai passar por perícia técnica para confirmar se ele realmente bloqueia o sinal  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Metrópoles
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 27/02/2026, às 06h39



Um homem que está sendo investigado por participar de um esquema de fraudes pela internet foi pego usando um aparelho parecido com um "pendrive" preso à própria tornozeleira eletrônica. O objetivo era bloquear o sinal de monitoramento para que ele pudesse sair de casa à noite sem que o sistema da prisão percebesse que ele estava descumprindo o horário determinado pela Justiça.

Segundo informações do Metrópoles, ele cumpre pena de 21 anos de prisão por roubo e está no regime semiaberto, sendo obrigado a usar a tornozeleira eletrônica por ordem judicial.

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De acordo com as investigações, o aparelho que foi apreendido tem características de um bloqueador ou interferidor de sinal, que pode impedir ou atrapalhar o envio das informações de localização para o centro de monitoramento.

A polícia descobriu durante uma busca e apreensão em Goiânia, na Operação Falsa Tribuna, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Dentro da casa, os policiais encontraram e levaram o dispositivo eletrônico, que estava guardado e na posse do investigado, mostrando que ele tinha controle e podia usá-lo a qualquer momento.

As investigações mostram que esses aparelhos são feitos para impedir, mesmo que por um tempo, o rastreamento em tempo real, atrapalhando o objetivo do monitoramento eletrônico. Com isso, o condenado poderia se locomover livremente sem que o sistema registrasse sua localização correta.

O material apreendido vai passar por perícia técnica para confirmar se ele realmente bloqueia o sinal e se é compatível com os sistemas de monitoramento usados na execução da pena. Se ficar comprovado que era para uso ilegal, isso pode ser considerado uma falta grave no cumprimento da pena e também gerar uma nova responsabilização criminal.

Segundo as investigações, o homem é apontado como “gerente” de uma organização criminosa especializada em golpes virtuais praticados por meio da criação de perfis falsos de deputados e ex-deputados que atuam em Brasília.

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