Política

Deputado indicado por Hugo Motta é alvo de operação da PF por fraudes

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Ayres é aliado de Hugo Motta e foi indicado para ser relator da CPMI do INSS  |   Bnews - Divulgação Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 03/09/2025, às 16h11



A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (3), uma operação contra o deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos), por suspeita de fraudes no Estado do Tocantins. A operação contra o parlamentar ocorre no mesmo âmbito das investigações contra o governador, Wanderlei Barbosa (Republicanos), que foi afastado do cargo. 

Segundo as investigações da PF, o nome do deputado apareceu em registros feitos a mão e em notas fiscais, encontrados durante apreensões feitas em uma empresa varejista investigada. O relatório da corporação aponta ainda que Ayres, quando ainda exercia o cargo de deputado estadual, destinou cerca de R$ 2,9 milhões para duas empresas investigadas por desvio de dinheiro. 

A operação da PF foi intitulada de Fames-19 e investiga desvio de dinheiro que deveria ter sido destinadas para o enfrentamento da covid-19 no Tocantins. Entre as verbas investigadas estão as advindas de emendas parlamentares.  

Em nota, enviada para a CNN, o parlamentar se defendeu das acusações e disse que não tem nenhuma relação com os crimes investigados. “Ressalto que não tenho qualquer relação com os atos apurados e que minha citação decorre apenas da condição de parlamentar naquele período”.

“Reitero meu respeito às instituições e ao trabalho investigativo em curso, colocando-me integralmente à disposição para colaborar com as autoridades sempre que necessário”, declarou. 

Ayres é aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tendo sido indicado por ele para compor a mesa da CPMI do INSS como relator. 

Governador afastado 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, foi afastado do cargo à frente do executivo estadual por determinação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), após ser suspeito de participação em esquemas de desvio de dinheiro público, entre os anos de 2020 e 2021. Segundo a PF, são R$ 71 milhões desviados, dos quais o político é suspeito. 

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