Política
“Pense em um absurdo. Na Bahia, há precedente”. A imortal frase do engenheiro, político e diplomata baiano Otávio Mangabeira certamente teria um CEP diferente, se ela fosse formulada após a transferência da capital para Brasília, em 1960. Desde então, diariamente, absurdos das mais diversas ordens são observados no Congresso Nacional.
O mais recente deles é a tramitação de um Projeto de Lei que pretende impedir o uso de armas de fogo pelos agentes de segurança que fazem a proteção pessoal do presidente da República e dos Ministros de Estado.
O PL 4012/23, de autoria dos deputados bolsonaristas Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Delegado Caveira (PL-PA), propõe desarmar a segurança da maior autoridade do Brasil, teve parecer favorável do também bolsonarista deputado Gilvan da Federal (PL-SP) e, por pouco, não foi votado na sessão desta terça (1) pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, ficando para ser apreciado na próxima reunião ordinária do colegiado, na próxima semana.
Segundo os autores da proposta, desarmar a segurança do presidente é necessário para que as seguranças presidencial e ministerial estejam de acordo com a ideologia não armamentista do presidente Lula.
“A proibição do uso de armas de fogo pelos agentes da segurança pessoal do Presidente da República e de seus Ministros de Estado é uma medida coerente com a visão do atual governo de promover uma cultura de paz, reduzir a violência e buscar soluções não violentas para os desafios de segurança”, justificam os autores da proposta.
Curiosamente, os três parlamentares que propõem desarmar a segurança da maior autoridade do País são vistos frequentemente portando armas de fogo dentro e fora do Congresso Nacional.
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