Política
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça (2) a votação do projeto de lei 4432/2023, que cria um cadastro público de invasores de propriedade privada, após pedido de vista em conjunto.
Inscreva-se no canal do BNews no WhatsApp
O requerimento foi apresentado pelos deputados Patrus Ananias (PT-MG), Chico Alencar (Psol-RJ), Zucco (PL-RS) e Bia Kicis (PL-DF).
O texto tem relatoria da própria Bia e tem como autor Rodolpho Nogueira (PL-MS). A matéria tramita em caráter conclusivo na CCJ, o que significa que não precisa passar pelo plenário da Câmara e pode seguir direto para o Senado.
Durante a sessão desta terça (2), Bia Kicis defendeu que o cadastro irá facilitar a identificação e a celeridade das investigações dos casos de invasão de propriedade privada.
“A proposta revela-se oportuna, pois a reunião e o tratamento dos dados vai ajudar no esclarecimento de crimes, facilitar a investigação criminal e tornar mais eficiente o apoio às vítimas", pontuou ela.
Já Patrus Ananias, líder da federação PT-PCdoB-PV na CCJ, se posicionou contrário à matéria durante a sessão. Ele chegou, inclusive, a protocolar um pedido de retirada de pauta da proposta, o que não foi aceito.
“Este projeto, como tantos que estamos discutindo aqui, é um retrocesso. Não é uma questão meramente de cadastro, é de punição. É de constranger os movimentos sociais, infringindo mais uma vez a Constituição”, argumentou.
O projeto de lei, que é defendido em sua maioria por parlamentares contrários à atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), prevê a criação de um cadastro nacional, em que deve constar um "perfil" dos invasores, com informações pessoais (como nome completo e documento de identidade); registro de ocorrência realizado pelas forças de segurança por causa da invasão; e o endereço da propriedade violada.
Classificação Indicativa: Livre
Bom e Barato
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL