Política

"Dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral", diz senador sobre reajuste do Bolsa Família

Marcos Corrêa / PR / Arquivo
Em nota, o senador Rogério Marinho (PL/RN) apontou uso eleitoral do reajusta do Bolsa Famílias às portas das eleições  |   Bnews - Divulgação Marcos Corrêa / PR / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 17/09/2026, às 18h30 - Atualizado às 18h36



O senador Rogério Marinho (PL/RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta quinta-feira (17) o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula (PT). Em publicação no X, Marinho questionou o momento da medida, anunciada a menos de duas semanas das eleições.

“O Bolsa Família é importante. Mas dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação”, afirmou o senador. Na avaliação dele, o governo estaria utilizando o aumento do benefício em meio à disputa eleitoral.

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Marinho também criticou a política fiscal e o endividamento do país. Segundo o senador, o governo anterior teria deixado as contas públicas “no azul” e reduzido em quatro pontos a relação entre dívida e PIB em 2022. Em contraponto, afirmou que a atual gestão elevou esse indicador em 13 pontos.

“É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas”, declarou. Na sequência, o senador citou entre as medidas que, segundo ele, pesam sobre a população o aumento de impostos, dos juros e da inflação, além do endividamento das famílias e da chamada “taxa das blusinhas”.

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro também fez críticas políticas a Lula e citou Alexandre de Moraes e Roberta Luchsinger. Sem apresentar novos elementos na publicação, afirmou que o presidente estaria criando uma “cortina de fumaça” para esconder essas questões. Ao final, Marinho declarou: “O povo não será enganado por quem sequestra o futuro de nossas famílias” e afirmou que, em sua avaliação, “em duas semanas, Lula será aposentado” pelo eleitorado.

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