Política
por Lara Curcino e Carolina Papa
Publicado em 02/09/2026, às 16h50 - Atualizado às 16h53
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), acusou o presidente Partido Liberal (PL), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e aliados da legenda de tentar adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim escala 6x1 no Brasil para depois das eleições.
Nesta quarta-feira (2), em entrevista à imprensa, Boulos avalia que a estratégia buscava reduzir a pressão popular sobre os parlamentares.
“Houve todo um esforço liderado pelo PL, pelo Valdemar Costa Neto, que era jogar, empurrar com a barriga a PEC para depois da eleição. E, jogando depois da eleição, não teria a pressão da sociedade brasileira para que fosse aprovada”, pontuou.
“Essa era a estratégia do Valdemar Costa Neto, Flávio Bolsonaro, que inclusive ontem interrompeu a campanha para vir aqui para tentar dificultar a votação. Fracassou. Não conseguiu. O presidente Lula quer acabar com a escala 6x1. O Flávio Bolsonaro trabalhou contra”, destacou.
Para jornalistas, o ministro defendeu que a PEC seja levada ao plenário ainda nesta semana após ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
“O que a gente espera é que ainda nesta semana, no esforço concentrado, entre hoje e amanhã, seja pautada no plenário do Senado Federal e seja aprovada. O Senado hoje, na CCJ, se posicionou em sintonia com a sociedade brasileira, em sintonia com o que quer também o presidente Lula”, disse.
“A escala 6x1, nós acreditamos, está com os dias contados no Brasil. O povo, os trabalhadores querem mais tempo de descanso, querem um dia a mais de descanso, querem suspiro de liberdade”,destacou.
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