Política

Direto de Brasília: Deputado revela bastidores de reunião entre Flávio e Michelle Bolsonaro

Lara Curcino / BNews
José Medeiros explica a dinâmica das gravações e a participação de Michelle Bolsonaro em compromissos futuros.  |   Bnews - Divulgação Lara Curcino / BNews
Lara Curcino e Daniel Serrano

por Lara Curcino e Daniel Serrano

lara.curcino@bnews.com.br

Publicado em 11/08/2026, às 19h42 - Atualizado às 19h42



O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, José Medeiros (PL-MT), revelou detalhes da reunião que teve em Brasília com o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e a ex-primeira-dama e candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro.

O encontro foi marcado por gravações eleitorais. Na saída do local, Medeiros conversou com jornalistas e explicou como foi a dinâmica dos vídeos produzidos para a campanha.

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De acordo com o deputado, Michelle não participou das gravações com os candidatos a governador naquele momento. A ex-primeira-dama teria deixado esses compromissos para outra ocasião.

“Não. É num outro momento que ela ia fazer gravações. Hoje ela só teve o Flávio ali. Essa gravação ficou para um outro momento. Hoje não deu tempo nem de o Flávio gravar com todo mundo”, explicou.

Medeiros afirmou ainda que parte das gravações foi remarcada para o dia seguinte devido à quantidade de candidatos.

Questionado sobre a preparação dos vídeos, o deputado explicou que os candidatos puderam escolher entre seguir um roteiro ou adotar um formato mais espontâneo.

“Dependia do candidato. Se o candidato trouxesse o roteiro, jogava no teleprompter e ia, né? Com o roteiro. Outros preferiram fazer um bate-bola, um bate-papo com o candidato”, disse.

Visita de Flávio Bolsonaro a Mato Grosso

Medeiros também explicou que o objetivo principal de seu encontro com Flávio foi justamente gravar os conteúdos eleitorais e apresentar os compromissos que pretende defender para Mato Grosso.

“A agenda que a gente queria com ele era justamente para poder gravar e poder passar os compromissos que a gente quer tirar em relação ao estado, candidato a Presidente da República, e ele fez isso. E para nós foi muito importante, porque Mato Grosso precisa fazer esses compromissos, que vão destravar o estado”, afirmou.

Sobre uma possível agenda de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso durante a campanha, Medeiros afirmou que pretende aproveitar ao máximo a presença do candidato à Presidência no estado, mas ponderou que a agenda eleitoral será bastante concorrida.

“O que a gente tá fazendo é maximizar ao máximo possível a agenda do Presidente. Mato Grosso, nós temos ali em torno de 3 milhões de habitantes, e a gente sabe que a agenda dele vai ser muito corrida”, declarou.

Medeiros lembrou que Flávio já esteve duas vezes em Mato Grosso e disse ter evitado solicitar uma terceira visita neste momento.

“Ele já esteve ali por duas vezes no meu estado de Mato Grosso. Preferi não abusar da vontade de pedir uma terceira vez. Mas, lógico, se houver brecha durante a campanha, para nós é interessantíssimo”, afirmou.

Na avaliação do deputado, uma visita de Flávio ao estado teria forte impacto eleitoral, principalmente pelo perfil bolsonarista do eleitorado mato-grossense.

“O estado de Mato Grosso é muito parecido com o eleitor de Santa Catarina e alguns outros estados brasileiros, porque ele é um estado extremamente bolsonarista. E, lógico que o Flávio indo, ele se torna uma plataforma de impulsionamento muito forte de qualquer candidato”, disse.

Operação envolvendo Banco Master em Mato Grosso 

Medeiros ainda comentou a operação da Polícia Federal deflagrada na última quinta-feira (6), que teve como alvo o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), por suspeitas de desvios de recursos públicos por meio de fundos controlados pelo Banco Master

Questionado se Flávio Bolsonaro teria discutido a possibilidade de utilizar o caso eleitoralmente contra adversários, o deputado garantiu que o assunto não foi tratado durante a reunião.

"Não chegou a tratar disso. Agora, é uma preocupação de todos os candidatos. Eu inclusive coloquei um projeto do seguinte: ninguém vai morrer se uma operação deixar de ser feita 6 meses antes do período eleitoral", disse. 

"Eu penso que teve todo o tempo do mundo, e tem todo o tempo do mundo, para se fazer todas as operações possíveis antes do período eleitoral. “Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas, ela é muito... é muita coincidência para ser só coincidência”, acrescentou

Para o deputado, operações realizadas durante o período eleitoral podem afetar não apenas o candidato investigado, mas também outras candidaturas e alianças políticas.

"Isso não é só a questão do cara em si que estiver envolvido em qualquer investigação. Isso reflete em todas as outras coligações e  é terrível. Aliás, em todas as outras candidaturas daquela coligação. Então, a gente precisa chegar num momento de segurança jurídica nesse país", concluiu.

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