Política

DIRETO DE BRASÍLIA: Governo Lula 'abre o cofre' e prepara terreno para semana de votações no Congresso

Henrique Brinco / Bnews
Com a expectativa de retomada das atividades, a pauta do Congresso está cheia, incluindo a votação da LDO  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco / Bnews
Humberto Sampaio, direto de Brasília, e Henrique Brinco

por Humberto Sampaio, direto de Brasília, e Henrique Brinco

redacao@bnews.com.br

Publicado em 27/10/2025, às 17h17 - Atualizado às 18h34



A semana promete ser movimentada no Congresso Nacional após o feriado antecipado do Dia do Servidor Público, que esvaziou completamente as atividades nesta segunda-feira (27). Apesar de rumores sobre uma possível sessão remota da Câmara dos Deputados, nada avançou. A expectativa é que o ritmo seja retomado a partir de terça-feira, com uma pauta carregada nas duas Casas Legislativas.

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) deve votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enquanto a Câmara terá sessões plenárias concentradas exclusivamente em votações (as atividades de todas as comissões foram suspensas para priorizar a análise de matérias pendentes).

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Nos bastidores, segundo o BNews apurou, um movimento do governo federal pode facilitar o andamento das votações. Desde a última sexta-feira (24), a equipe do Planalto iniciou a liberação de um volume expressivo de emendas parlamentares que estavam represadas. 

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, por exemplo, recebeu autorização para pagamento de cerca de R$ 100 milhões. Já o Ministério da Educação, que vinha registrando o menor índice de execução de emendas, teve mais de R$ 260 milhões liberados. E, somente para o Ministério da Saúde, já saiu mais de R$ 1 bilhão dos R$ 3 bi que devem ser liberados para pagamento de emendas da pasta até meados de novembro.

A reportagem apurou que assessores parlamentares, desde a semana passada, não param de ligar para os técnicos dos Ministérios em busca da liberação.

Com essa ofensiva, o governo tenta alinhar sua base e reduzir resistências em votações estratégicas. A avaliação entre parlamentares é que, após a abertura dos cofres, o Executivo não deve enfrentar grandes dificuldades nas negociações políticas previstas para os próximos dias.

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