Política
O Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP), revelou que o governo federal está acompanhando de perto os casos de violência política após a vitória do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com ele, foram registrados 45 casos, sendo 10 homicídios, além de racismo, violência de gênero e assédio no trabalho.
Boulos detalhou que também foram constatados 7 casos de atropelamentos, 14 espancamentos, 5 atentados com arma de fogo, 5 casos de violência contra povos indigenas, 6 casos de abusos de autoridade e abuso polícial. Os casos em que mais tiveram esses casos foram o Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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“Todo o Brasil acompanhou perplexo as imagens de pessoas sendo agredidas e mortas, inclusive mulheres, idosos e crianças, por estarem comemorando a vitória do presidente Lula. Isso é inadmissível e as medidas que vamos anunciar respondem a um anseio da população que não aceita violência política, isso não cabe na democracia. Isso não pode ficar impune e não ficará impune”, disse.
“Não haverá impunidade nesses casos. Nós vivemos um processo democrático e, como toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para cometimento de crimes e de assassinatos”, completou o ministro.
Durante a declaração, antes de anunciar as medidas a serem tomadas contra os casos de violência política, Boulos reafirmou o compromisso do governo Lula de levar à justiça todos que cometeram crimes motivados por questões políticas.
Ao completar as declarações de Boulos, o secretário-executivo do MJ, Ademar Borges, afirmou haver uma investigação contra um grupo amplo de casos que envolvem ameaças e intimidação. Todos os casos foram cometidos no âmbito da intolerância política.
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