Política
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), confirmou, nesta quarta-feira (3), que a realização de um novo leilão para a compra de arroz foi colocada em stand-by após o recuo no preço do alimento. Apesar disso, ele não descartou retomar a ideia ainda no segundo semestre, no caso de uma nova alta no valor do grão.
"Se os preços voltarem a subir sem nenhuma objetividade, sem motivo claro, medidas podem ser tomadas, inclusive o leilão, mas eu quero crer que encontraremos outras alternativas", afirmou o ministro, durante coletiva nesta quarta (3) no Palácio do Planalto, após a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2024/2025.
"O novo edital [do leilão] está pronto. Mas, mesmo com o cancelamento do leilão anterior, o fato é que o preço do arroz já baixou. Acho que o especulador ficou com medo de alavancar demais o preço do produto. Ninguém do governo disse nunca que não tinha arroz o suficiente, o problema é que tinha arroz, mas não conseguia sair do Rio Grande do Sul, não conseguiam emitir nota fiscal e também tinha a especulação. O fato real é que o arroz já deu grandes demonstrações de queda de preço e isso atende à necessidade de controle inflacionário. Eu vejo que nesse momento não se faz necessário [o leilão]", acrescentou Fávaro.
O leilão seria realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para garantir estoque e evitar a alta no preço do produto por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, estado que é o maior produtor de arroz no Brasil.
Um primeiro certame para comprar 300 mil toneladas do grão havia sido feito em maio, mas foi anulado após suspeitas de que as empresas vencedoras não teriam condições de entregar o que foi acordado.
Autoridades críticas à realização do leilão argumentavam que a compra de arroz importado seria prejudicial ao RS, já que o estado voltaria a produzir o grão, mas não teria demanda de compra, por causa da ampla quantidade adquirida por meio do certame.
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