Política
por Lara Curcino e Carolina Papa
Publicado em 20/10/2026, às 18h01 - Atualizado às 18h09
O vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia (PT-MG), afirmou que estão sendo coletadas assinaturas para um abaixo-assinado para apurar a suposta concessão irregular de uma ilha em Angra dos Reis (RJ) à família Bolsonaro.
De acordo com Rogério Correia, parlamentares e ativistas políticos tem se articulado nesta semana para conseguir o máximo de assinatura para pressionar a Polícia Federal (PF) a investigar uma possível transferência irregular da posse de uma ilha e de uma mansão, pertencente ao jogador Richarlison, ao clã Bolsonaro.
Superintendência do Patrimônio da União, na época do presidente Jair Bolsonaro, deu uma ilha para o Willer Thomás e o filho dele, Flávio Bolsonaro, imagina isso. Uma ilha caríssima, uma ilha em Angra dos Reis. E lá dentro uma mansão, essa mansão pertencia ao Richard, que comprou por R$ 10 milhões”, disse o líder do governo em entrevista ao BNews no Salão Verde da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (20).
“Eles fizeram uma forma dentro da Justiça através de uma artimanha e conseguiram tomar a mansão [e o] Richarlison ficou sem o imóvel. E, pelo que se sabe, Flávio Bolsonaro e o Willer não gastaram um centavo, a não ser uma forma equivocada na Justiça de tomar esse bem do Richarlison”, pontuou.
O petista destaca ainda que a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) teria concedido, em tempo recorde durante a gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022), a posse da ilha aos envolvidos.
“Eles pediram na SPU que a posse da ilha viesse a eles, a ilha pertence à Marinha, patrimônio da União. E simplesmente, em um mês, a Secretaria de Patrimônio da União, o governo de Jair Bolsonaro, através de um superintendente no Rio de Janeiro, que era, inclusive, militar, ele simplesmente assinou e passou essa posse para o Willer Thomas e Flávio Bolsonaro. Ou seja, às custas do povo brasileiro, o filho do presidente na época, Flávio Bolsonaro, ganhou uma ilha de presente do governo Bolsonaro”, cravou.
Por fim, o deputado classificou a situação como “um crime”.
“Isso é um crime de dimensões profundas. Então, nós estamos pedindo agora, o pessoal assinar o nosso abaixo-assinado, para a Polícia Federal entrar com o processo sobre isso, para que a gente retome a ilha como patrimônio da União e não da família Bolsonaro”, finalizou.
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