Política

Diretor do Detran-BA comenta projeto de habilitação sem autoescola e fala sobre ajuda a população de baixa renda

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"Para isso, o projeto prevê licitar vagas em autoescolas, de modo que todo o Estado poderá ser atendido", disse o diretor em entrevista o BNews Agora

Publicado em 25/05/2022, às 21h09 - Atualizado às 21h12    Divulgação    Letícia Rastelly

Desde a semana passada um assunto tomou conta do Senado e também das discussões na internet: a possibilidade do brasileiro tirar a habilitação sem passar pela autoescola. Esse foi um projeto de Lei apresentado pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que acredita que grande parte da população não tem condições de arcar com os preços, segundo ela, abusivos, das autoescolas e taxas do Detran.

Rodrigo Pimentel, diretor do Detran Bahia, discorda que os preços do órgão sejam abusivos já que gira em torno de R$200 o laudo e também o exame médico. O maior custo estaria nas autoescolas, por causa das aulas teóricas e práticas. Porém, ainda assim, segundo ele, é um caminho necessário, se avaliar os números de acidentes no país, onde cerca de 90% é causado pelo condutor.

“Tem aquele ditado popular, né? ‘Não se cura a febre quebrando o termômetro’. Então nós achamos, que pelo nível de acidentes de transito que tem no país, até pela questão cultural da população, que é imprescindível o centro de formação de condutores. Claro, ele pode ser aperfeiçoado, pode se ver novos modelos, talvez formas de baratear o custo da CNH, mas eu considero importante termos nós termos um centro que vá preparar o condutor para trafegar nas vias e rodovias do estado e do pais. A gente entende que se o centro for preparado, ele pode contribuir para redução desses números [acidentes e mortes], explicou Pimentel durante entrevista ao BNews Agora, na Piatã FM, nesta quarta-feira (25).

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Uma forma de minimizar a questão apresentada pela senadora é uma ação do Detran-BA, que deve substituir a Escola Pública do Detran, que foi suspensa em 2019, por determinação do Ministério do Público do Estado, que entende que a formação de condutores deve ser feita exclusivamente pelas autoescolas, que são os centros destinados a isso.

“Nós estamos trabalho, junto a Casa Civil, para ajudar aquela pessoa de baixa renda a ter a primeira habilitação, aquela população que não condições de pagar pela formação de condutores. Para isso, o projeto prevê licitar vagas em autoescolas, de modo que todo o Estado poderá ser atendido”, contou o diretor, ao explicar que a isenção de taxa, os critérios sobre quem tem direito ao benefício e ainda a criação de vagas em todo o Estado constará nesse projeto.

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