Política
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou, nesta quinta-feira (28), que debater com militares a possibilidade de decretar estado de sítio após o resultado das eleições em 2022 vencidas pelo presidente Lula (PT). Em entrevista à Oeste Sem Filtro, ligado à revista Oeste, Bolsonaro disse que o plano foi "abandonado" porque perceberam que havia baixa possibilidade de sucesso.
“Até os depoimentos dos comandantes de fora [do plano], eles falam que o Bolsonaro discutiu conosco hipóteses de 142, de estado de sítio, estado de defesa, e eu discuti, sim, conversei. Não foi nem uma discussão acalorada”, disse Jair Bolsonaro, na entrevista. O ex-mandatário negou que tentar estado de sítio seja golpismo: segundo ele, o instrumento é previsto na Constituição.
“O que tem aqui dentro [da Constituição] que a gente pode buscar uma maneira de mostrar os erros do sistema eleitoral? Rapidamente vimos que não tínhamos sucesso, e não tinha, esquece, abandona isso aí, ponto final. Mas falar em golpe? Golpe usando a Constituição? O que está dentro da Constituição você pode utilizar. E eu batia muito na questão do estado de sítio”, disse o ex-presidente.
“Isso é crime? Isso é golpe? Jogar dentro das 4 linhas. Eu sei que alguns no Supremo tem ojeriza ao artigo 142, que eu sei que pode ser usado por qualquer um dos Poderes”, afirmou.
“Quando nós peticionamos no TSE [Tribunal Superior Eleitoral] em novembro de 2022, peticionamos obviamente com advogado, em poucas horas Alexandre de Moraes, presidente do TSE, indeferiu, arquivou e nos deu uma multa de R$ 22 milhões. Nós conversamos: ‘Se a gente for recorrer, a multa passa para R$ 200 milhões, quem sabe até cassa o registro do partido. Vamos buscar outra maneira. O que sobrou para a gente? Sobrou as outras 4 linhas’”, disse.
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