Política
Publicado em 28/11/2024, às 09h48 - Atualizado às 09h49 Yuri Pastori
Após ser indiciado pela Polícia Federal (PF) por liderar trama golpista contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (28), ser vítima de perseguição política. Ele não descartou se refugiar em uma embaixada, caso a sua prisão seja decretada no final do processo.
"Embaixada, pelo que vejo na história do mundo, quem se vê perseguido, pode ir para lá. Se eu devesse alguma coisa, estaria nos Estados Unidos , não teria voltado", disse em entrevista ao portal Uol.
Ele admitiu ter discutido "artigos da Constituição" com os comandantes das Forças Armadas após as eleições de 2022, mas, segundo ele, a ideia foi "abandonada".
"Que plano era esse? Dar um golpe com um general da reserva, três ou quatro oficiais e um agente da PF? Que loucura é essa? Ali no prédio da Presidência trabalham mais ou menos 500 pessoas. E eu sei o que cada um tá fazendo?", disse.
O ex-presidente disse não ter "a menor ideia" do plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Sobre a possibilidade de ser preso, Bolsonaro afirmou, que tem ciência do risco que corre, mesmo, segundo ele, não tendo culpa.
"Vivemos num mundo das arbitrariedades. Agora eu não posso ir dormir preocupado de que a PF vai estar na minha casa amanhã cedo. Eu já tive três [operações de] busca e apreensão, tá? Absurdas, absurdas. Corro risco, sem dever nada, corro risco. [O STF] Vai fazer a arbitrariedade, vamos ver as consequências".
Assista ao programa Radar Bnews da última quarta-feira (27):
Classificação Indicativa: Livre
Cupom de lançamento
Qualidade Stanley
Imperdível
Super desconto
Café perfeito