Política
Em novembro de 2022, após a derrota sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), estava no Catar para, segundo ele, em plena Copa do Mundo, entregar pendrives a autoridades presentes no evento esportivo e "denunciar" o que estava ocorrendo no Brasil.
A entrega dos pendrives - com direito a flagra da curtição de jogo na Copa ao lado da esposa Heloísa Bolsonaro - foi no mesmo período em que milhares de bolsonaristas estavam em frente a quarteis pedindo intervenção das Forças Armadas, movimento que culminou no 8 de janeiro que resultou na prisão de centenas de manifestantes, desta vez acusados de tentativa de golpe de estado.
A comentarista baiana Vanessa Moreira tem se manifestado recentemente e tem cobrado, com ironia, qual teria sido o resultado daquela expedição de Eduardo ao Catar.
"E o pendrive? O pendrive está com o shake Jalin Habei (eu acreditei, defendi, peço desculpas públicas, pois e até o momento aguardo 72h junto com você)", escreveu a comentarista no Instagram, em 16 de outubro deste ano.
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As cobranças causaram a reação de Eduardo Bolsonaro, que culminou na publicação de uma série de mensagens no X (antigo Twitter), no qual ele realizou "exposed" com acusações de que bolsonaristas baianos como a ex-candidata ao Senado, Doutora Raíssa Soares, e o deputado estadual Diego Castro estaria utilizando recursos de fundo eleitoral e verba de gabinete para criticar o ex-presidente e o clã Bolsonaro.
Nesta quarta-feira (30), em um comentário em publicação em post do deputado federal Capitão Alden (PL), Eduardo Bolsonaro se referiu à comentarista como "crítica intergaláctica". Recentemente, Vanessa Moreira também comentou que uma opção para o senado em São Paulo seria o deputado federal Ricardo Salles, que foi preterido por Jair Bolsonaro na disputa pela Prefeitura de São Paulo - o PL indicou o vice na chapa de Ricardo Nunes (MDB). Eduardo Bolsonaro quer ser o nome do PL paulista para o Senado.
Em comentário, na manhã desta quinta-feira (31), Vanessa Moreira disse: "estou sendo extremamente perseguida de maneira leviana e covarde por pessoas em quem eu sempre votei, que eu sempre apoiei, eu sempre fomentei". Ela desafiou o filho do ex-presidente a explicar o episódio do pen-drive. Vanessa disse que a família Bolsonaro é responsável pelas prisões de 8 de Janeiro, ao afirmar que os participantes dos atos foram insuflados pelo clã.
"Se eu fosse de São Paulo, eu votaria no Ricardo Salles. Qual o problema?", questionou a comentarista da Rádio Brado. "Ricardo Salles foi ministro do seu pai [...] você quer atacar as pessoas que estão do seu lado, que já estiveram do seu lado. Não é assim que a gente cresce na vida não, cara".
"Só espero que me esqueça, esqueça meu nome. Eu sou muito menor que você. Eu não sou ninguém. Você está fazendo as pessoas me conhecerem, cara. Na comunicação, isso é regra básica. Elas estão me conhecendo para o mal hoje, que você está fazendo parecer coisas que eu não sou, mas pode ser que, daqui a pouco, elas me reconheçam para o bem", disse Vanessa Moreira, que questionou a abertura de Eduardo Bolsonaro para defender a livre manifestação de pensamento.
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