Política

Dossiê de Michelle Bolsonaro: Saiba como a primeira-dama se tornou a “arma” do presidente na busca pela reeleição

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O dossiê foi divulgado pelo colunista Leo Dias  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Youtube

Publicado em 28/09/2022, às 23h17   Redação BNews



Faltando apenas quatro dias para a eleição, o colunista Leo Dias, do Metrópoles, divulgou o que ele chamou de “dossiê” sobre a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Peça-chave na tentativa de descontruir o machismo do presidente Jair Bolsonaro, além de atrair o eleitorado evangélico, ela se tornou uma “arma” na tentativa de reeleição do marido.

O jornalista afirma ter ouvido relatos de pessoas próximas para construir o “dossiê” sobre a trajetória de vida de Michelle, já que nos últimos quatro anos a primeira-dama não concedeu nenhuma entrevista. O colunista inclusive teve um pedido de entrevista recusado após uma antiga matéria tê-la desagradado. A palavra “rancorosa”, contextualizada na matéria, pesou bastante na decisão dela. Desde então, Michelle só se manifesta dentro da igreja evangélica que frequenta.

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De acordo com Leo Dias, Maria das Graças, mãe de Michelle e de outros quatro filhos, deixou Minas Gerais e se mudou com o marido para a capital brasiliense na década de 1970. Eles se separaram quando ela ainda era criança. Dona Maria contou que a filha passou a frequentar igrejas aos 13 anos. Mesmo entregue à religião, permeava o imaginário de Michelle o sonho de se casar com um homem rico e ser atriz.

Seu primeiro emprego foi no Supermercado Extra, em Brasília. Na empresa ela começou na sessão de laticínios, chegando inclusive a se vestir de Toddynho para agradar crianças. Pouco tempo depois foi promovida para uma linha da Bauducco. Na Via Estrutural, próximo a Ceilândia, onde morou por muitos anos, Michelle empilhava caixas do produto no chão para vendê-las.

Segundo o colunista, o olhar que a primeira-dama tem atualmente para causas sociais relacionadas a pessoas com deficiência, principalmente voltada para surdos e mudos, tem a ver com sua experiência dentro de casa.

De acordo com os relatos, um parente que contribuiu em sua criação, é surdo, e diferente dos irmãos, Michelle era a única que o compreendia e se preocupava com ele. Por isso ela decidiu aprender a linguagem de libras e, assim, facilitar a comunicação na família.

Jair Bolsonaro foi seu primeiro marido. Ele foi até a casa dela pedi-la em namoro. Na época, ela já era mãe de Letícia. Em 2010 nasceu Laura, fruto do relacionamento com Bolsonaro.

Ainda de acordo com Leo Dias, Michelle é rédea curta com Bolsonaro. O apoio que o político tem da comunidade evangélica deve-se muito a ela.


Com relação aos filhos do presidente, testemunhas afirmam que, quando Jair Bolsonaro levou uma facada durante o ato político em Juiz de Fora (MG), lá em 2018, ela chorava muito e chegou a ser vista aos prantos em vários momentos ao lado dele, em completo transe, com medo de perder o marido. O amor entre os dois é recíproco, mas quando o assunto são os filhos de Bolsonaro, a história muda completamente.

A relação de Michelle só é amistosa com Flávio e Eduardo. Com Carlos o clima nunca foi bom, e o contato com Renan é próximo do zero. Os dois, inclusive, são bastante ausentes em comemorações como Dia dos Pais, por exemplo.

Flávio, Carlos e Eduardo são filhos de Bolsonaro com Rogéria Nantes Nunes Braga, sua primeira esposa. Renan é filho dele com Ana Cristina Valle, a quem tanto Rogéria quanto Michelle querem distância.

Segundo o colunista, Ana foi pivô da separação de Bolsonaro e Rogéria, ou seja, era a amante. As informações obtidas apontam ainda que ela é também um ponto de alerta muito grande para a primeira-dama, que sabe da fama de infiel que Bolsonaro teve.

Michelle Bolsonaro é a grande arma dos bolsonaristas para um 2º turno. O desenho para o futuro já começou a tomar forma. Ela foi colocada à frente, principalmente para convencer o público feminino a votar em Bolsonaro.

O papel dela neste momento é estratégico. O apoio a candidatos tem um peso muito grande, a ponto de ter potencial para mudar o resultado de uma eleição. Tanto que ela é a única responsável pela reestruturação da imagem de Jair Bolsonaro.

Michelle tem dedo no baixar do tom do presidente, na atual fala mansa dele.

Muito esperta e atenta a tudo ao seu redor, mais até do que possam imaginar, o próximo passo de Michelle é tentar o Senado. As aspirações políticas são bem óbvias e claras, mas sobretudo sua história de vida é capaz de conquistar qualquer ser humano, e isso ninguém pode questionar.

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