Política
por Henrique Brinco
Publicado em 07/04/2026, às 17h41 - Atualizado às 17h43
A troca de críticas em torno do cancelamento da entrega do Residencial Zulmira Barros, em Salvador, ganhou um novo capítulo após declaração do secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil). O dirigente reagiu às falas do gestor municipal, que havia atribuído o adiamento do evento a uma suposta “noite de whisky” no Palácio de Ondina por parte de integrantes do governo estadual com a presença de Lula (PT).
Em tom duro, Éden classificou como “lamentável” a postura adotada pelo prefeito e questionou sua condução política diante do episódio. “Lamentável a declaração e ainda mais a postura. Infelizmente Bruno Reis mostra não estar à altura do cargo que ocupa. Destemperado e desequilibrado, Bruno age com descontrole e insensatez toda vez que se vê pressionado na gestão ou na política. Absolutamente lamentável”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao impasse envolvendo a liberação do Habite-se do empreendimento habitacional, que conta com cerca de 300 unidades destinadas à população de baixa renda. A entrega estava prevista para a última quinta-feira (2) e teria a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foi cancelada após a Prefeitura apontar pendências na documentação apresentada pelo Governo do Estado.
Bruno Reis havia responsabilizado o governo estadual pelo adiamento e adotado um tom irônico ao comentar o caso, mencionando uma suposta confraternização no Palácio de Ondina como motivo para o atraso das autoridades no dia do evento.
“Não entregaram os documentos a tempo, mas na sexta-feira a Sósthenes disse a eles que eles podiam inaugurar. Ah, o que é que fizeram? Ficaram tomando whisky até tarde no Palácio de Ondina com o dinheiro do povo, se atrasaram, chegaram atrasados para dar uma volta no VLT e aí não podem entregar as casas”, afirmou o prefeito, em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (07).
Ainda de acordo com o gestor, a Prefeitura teria demonstrado flexibilidade diante da situação, mesmo com a ausência de toda a documentação exigida. “Então, a prefeitura, mesmo sem ter os documentos, por se tratar de uma obra pública, disse que podia ser inaugurada. E eles não foram, porque estavam dormindo até tarde, e ao invés de acordar cedo para ir trabalhar e melhorar a vida do povo, ficam inventando justificativas e desculpas”, completou.
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