Política

Eduardo Bolsonaro acusa aliados de tentar excluir o pai da anistia: “Estão brincando com coisa séria”

Agência Brasil
Com o julgamento de Bolsonaro no STF, o projeto de anistia ganha força, mas enfrenta resistência no Legislativo.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 05/09/2025, às 11h41 - Atualizado às 12h01



O deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais nesta sexta-feira (5) para mandar um recado para o PL que tenta firmar um acordo de anistia com o Supremo Tribunal Federal (STF) sem o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em seu perfil no  X (ex-Twitter), Eduardo acusou alguns correligionários de quererem excluir Bolsonaro do projeto de lei da anistia. Para o deputado, a movimentação seria uma forma de “chantageá-lo”. 

O parlamentar disse ainda que, caso o projeto de lei que está sendo articulado no Congresso Nacional não inclua o ex-presidente, ele não deve contar com o apoio da direita e “não terá efeito de diminuir as sanções internacionais”.

“Deixa eu falar logo com todas as letras, para que vocês entendam bem. Eu sei que vocês querem tirar meu pai da anistia para poder chantageá-lo e forçá-lo a escolher o candidato que vocês querem emplacar. Qualquer anistia que não seja ampla e irrestrita não será aceita. Já irei conversar com a base parlamentar do PL sobre isso”, disse Eduardo Bolsonaro.  

PL da Anistia no Congresso 

O projeto que prevê anistia aos envolvidos no atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023 voltou a ganhar fôlego com o início do julgamento contra Bolsonaro no STF, no âmbito do inquérito da trama golpista. 

Além disso, nomes da direita como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estão se unindo para que a proposta avance no Congresso. O chefe do Executivo paulista já prometeu anistia a Jair Bolsonaro caso seja eleito presidente. 

No entanto, a proposta encontra resistência no Legislativo. Tanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), quanto do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), dizem que não há definição sobre o futuro da proposta no Congresso. 

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