Política
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o orçamento do filme Dark Horse “não é caro para os padrões de Hollywood” e confirmou ter investido US$ 50 mil na produção, após mudar de versão sobre sua participação no projeto.
Orçamento e captação de recursos
Em entrevista ao comentarista Paulo Figueiredo, Eduardo disse que o valor do filme “é até barato para os padrões de Hollywood”, sem detalhar o custo total. Parte do financiamento foi prometida por Daniel Vorcaro, do Banco Master, que teria se comprometido com R$ 134 milhões, segundo informações divulgadas na última semana e confirmadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com reportagem do site "Intercept Brasil", pelo menos R$ 61 milhões desse total já foram repassados ao projeto — valor que supera o orçamento de produções nacionais que chegaram ao Oscar. Ainda assim, o ex-deputado afirmou que o filme não conseguiu captar todos os recursos previstos inicialmente.
Direção e elenco
A produção é dirigida pelo cineasta americano Cyrus Nowrasteh e tem como protagonista o ator Jim Caviezel. Eduardo afirmou que o diretor é "altamente requisitado" e descreveu Caviezel como "a principal estrela do cenário conservador".
Negativa de relação com banqueiro
Durante a entrevista, o ex-parlamentar negou qualquer contato com Daniel Vorcaro. "Se houver conversas minhas com Vorcaro, parem de me seguir. Não há qualquer possibilidade. Não participei de nenhum encontro com ele, nem no contexto do filme", disse.
Na última quinta-feira, Eduardo também havia negado ter recebido valores ligados ao financiamento do longa. A suspeita surgiu após a informação de que o fundo responsável pelos recursos seria controlado por um advogado ligado a ele.
Mudança de versão sobre investimento
Após a publicação de reportagem do "Intercept Brasil", Eduardo passou a admitir que investiu US$ 50 mil no projeto. Segundo ele, o valor foi obtido por meio de um curso de política chamado "Ação Conservadora", que teria arrecadado cerca de R$ 350 mil.
O ex-deputado afirmou que repassou os recursos ao ex-secretário Mário Frias, que estava nos Estados Unidos organizando a produção. "O objetivo era firmar um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e iniciar os primeiros esboços do filme. A ideia era atrair investidores para viabilizar a produção. Conseguimos manter o diretor contratado por dois anos, assumindo integralmente os riscos."
Antes disso, Eduardo havia declarado que não participou da gestão do projeto nem investido recursos. Em publicação na rede X, disse que “não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”.
Posteriormente, reconheceu que constava como produtor-executivo em contrato, mas afirmou que deixou de exercer a função ao se mudar para os Estados Unidos.
Negociação com Vorcaro envolve Flávio Bolsonaro
Mensagens e áudios divulgados pelo "Intercept Brasil" mostram que o senador Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro o repasse de R$ 134 milhões para o filme. O conteúdo foi confirmado pelo UOL com fontes ligadas à investigação.
Em um dos áudios, Flávio afirma: "Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme".
Em outra mensagem, escreveu: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!".
Segundo Thiago Miranda, responsável por intermediar o contato entre o banqueiro e a família Bolsonaro, cerca de R$ 61 milhões foram pagos, metade do valor acordado.
Em nota, Flávio confirmou a negociação, mas afirmou que "não ofereceu vantagens" em troca do financiamento. A defesa de Vorcaro informou que não comentaria o caso.
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