Política

Eduardo Bolsonaro leva à equipe de Trump dossiê contra Moraes e cita “efeitos” da Lei Magnitsky

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O deputado argumenta que a retaliação dos EUA fortaleceu a oposição no Congresso e tensionou o STF.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / YouTube
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 13/08/2025, às 09h53 - Atualizado às 09h53



O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fará uma série de reuniões a partir desta quarta-feira (13) em Washington (EUA) com representantes do governo de Donald Trump. Na oportunidade, ele deve  entregar um dossiê sobre a repercussão da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações são da coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo. 

De acordo com a publicação, apesar da retaliação não ter impedido Moraes a decretar a prisão domiciliar de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o objetivo do deputado é mostrar que a retaliação teve efeitos no STF e no Congresso Nacional.

O deputado quer defender que a retaliação dos Estados Unidos foi bem sucedida por tensionar os bastidores da Suprema Corte brasileira e dar fôlego à oposição, que realizou um motim no Congresso para pressionar as Mesas Diretoras das duas Casas a pautar a anistia bolsonarista.

Ainda no relatório, Eduardo  deve destacar o fato de Moraes não ter consultado nem o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e nem os colegas mais próximos no STF ao determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro, como fez em outras decisões. Na avaliação do deputado, o ministro do STF não consultou a PGR nem os colegas de Corte por entender que não teria a aprovação.

Além disso, o documento deve apresentar reportagens que mostram um desgaste nos bastidores do STF com Moraes. Um dos episódios que vem estar presentes no dossiê será os conselhos de Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes para que o colega ajude a “maneirar” suas decisões no inquérito da trama golpista, que tem Jair Bolsonaro como um dos réus. 

O objetivo do dossiê é mostrar ao governo dos EUA que a melhor estratégia é isolar Moraes dentro do STF antes de usar a Lei Magnitsky contra outros ministros que já tiveram seus vistos revogados pela gestão Trump. 

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