Política

Ministros do STF pedem a Moraes que maneire nas decisões em inquérito em que Bolsonaro é réu

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Colegas do STF pedem que Moraes tenha cuidado nas decisões sobre o caso Bolsonaro, após prisão domiciliar polêmica.  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/Secom/TSE
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 12/08/2025, às 08h56 - Atualizado às 08h59



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, recebeu, de ao menos dois colegas da Corte, um pedido para que tenha cautela nas decisões relacionadas ao processo da trama golpista, que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos réus. As informações são da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo.

De acordo com a publicação, o pedido teria partido de Gilmar Mendes, decano do STF, e Luís Roberto Barroso, atual presidente da Corte, na semana passada, em meio ao desgaste causado pela decisão de Moraes de colocar Bolsonaro em prisão domiciliar.

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Na conversa, Gilmar Mendes e Barroso demonstraram incômodo com a forma como a prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada, sem consulta prévia à Procuradoria-Geral da República (PGR) ou aos demais integrantes da Corte.

Durante o encontro, não houve briga ou discussão, pois entenderam que Moraes "não reage bem à pressão". Gilmar Mendes e Barroso foram "escalados" por terem maior proximidade com o relator dos inquéritos contra o bolsonarismo. Ainda durante a conversa, Moraes afirmou que não pretende recuar.

Nos bastidores, outros membros do STF têm manifestado insatisfação tanto com a decisão quanto com suas consequências. Contudo, não se sentem à vontade para comentar diretamente o episódio com Moraes.

Apesar da insatisfação, os ministros do STF evitam fazer críticas públicas a Moraes. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Suprema Corte afirmou que "o ministro Luís Roberto Barroso conversa habitualmente com diversos segmentos da sociedade e internamente com todos os colegas, sempre de maneira franca e amistosa". Já Gilmar Mendes declarou que, sem Moraes, o Brasil "viraria um pântano institucional”.

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