Política
por Daniel Serrano
Publicado em 26/10/2025, às 10h43 - Atualizado às 10h43
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais para comentar a reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada neste domingo (26), na Malásia.
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O parlamentar postou um vídeo em seu perfil no X (antigo Twitter) em que Trump fala sobre o ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), pai de Eduardo. Em entrevista a jornalistas antes da reunião com Lula, o titular da Casa Branca não respondeu se comentaria sobre a situação do ex-chefe do Executivo do Brasil.
“Eu sempre gostei dele [Bolsonaro]… Eu me sinto muito mal sobre o que ocorreu com ele. Eu sempre pensei que ele era um cara direito, mas ele tem passado por várias coisas”, disse Trump.
Ainda na publicação, Eduardo disse que o presidente brasileiro ficou incomodado com a situação. “Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: Bolsonaro. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, questionou.
Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO. Imagine o que foi tratado a portas fechadas? pic.twitter.com/rle550vJlH
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) October 26, 2025
A reunião entre os presidente dos EUA e do Brasil deu início às negociações sobre o fim do tarifaço imposto pelo governo Trump aos produtos brasileiros. As tarifas de 50% imposta sobre produtos brasileiros foram anunciadas em julho deste ano, sob a justificativa de que o Brasil realiza práticas comerciais injustas com os EUA e que a oposição brasileira estaria sendo perseguida, como Bolsonaro.
No entanto, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, que participou da reunião, disse que a discussão sobre Bolsonaro aparece “lateralmente”, apenas durante a conversa aberta com jornalistas.
"Isso não foi discutido. A questão do Bolsonaro apareceu antes, na entrevista, mas muito lateralmente", disse Rosa.
"O que o presidente Lula usou como exemplo é a injustiça da aplicação da Lei Magnitsky contra algumas autoridades do STF [Supremo Tribunal Federal] e o quão injusta é a aplicação dessa lei sobre esses ministros porque respeitou-se o devido processo legal e não há nenhuma perseguição política ou jurídica", emendou.
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