Política
por Henrique Brinco, direito de Brasília, e Héber Araújo
Publicado em 26/05/2026, às 16h35 - Atualizado às 16h36
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o correligionário e pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) está sendo precipitado em romper com o senador e também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o político cearense a indignação do ex-governador é justa, mas “instantânea demais”.
Após a revelação da relação entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Flávio Bolsonaro, Zema passou a fazer uma série de críticas ao filho do ex-presidente. Para o ex-governador mineiro, após as revelações, a esquerda saiu fortalecida e votar em Flávio é “entregar as eleições para Lula”.
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“Eu acredito que é a indignação dos justos a posição do governador Romeu Zema, diante de toda essa patifaria que estamos vendo nos três poderes da República, mas talvez ele tenha sido instantâneo de mais. Talvez ele tenha sido duro de mais nas palavras, mas o Brasil precisa passar isso a limpo, precisamos de uma investigação sobre esse caso doa a quem doer”, disse Girão ao BNews.
O senador ainda exaltou a trajetória política do pré-candidato a presidente “de enfrentamento aos poderosos” e ressaltou que ele tem direito de se indignar com os vazamentos, mas sem fazer pré-julgamento a ninguém.
Para Girão, é necessário que se abra uma investigação para apurar tudo que foi feito com o dinheiro fornecido por Daniel Vorcaro, a quem definiu como “maior criminoso do sistema financeiro do Brasil”. “Eu fui o primeiro a entrar com o pedido de CPI do Banco Master, hoje todo mundo quer, mas a bola está com o ministro André Mendonça”.
“Eu espero que o ministro autorize, seria uma grande decepção se ele não desse, para que o Senado abra a CPI, porque Davi Alcolumbre tem conflito de interesse”, acusou o senador.
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