Política

Eleições 2024: 'Meu principal adversário se dizia amigo dos filhos de Bolsonaro, diz Bruno Reis

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Bruno Reis vislumbra uma possível vitória no primeiro turno nas eleições de Salvador  |   Bnews - Divulgação Joilson César/BNews

Publicado em 30/08/2024, às 09h40   Rebeca Silva



O prefeito e candidato à reeleição em Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou em entrevista ao Globo que pode vencer no primeiro turno.

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“Não tenho dúvidas. Talvez seja, depois da redemocratização, a primeira vez em que não há um candidato com condição maior de enfrentamento da esquerda tradicional, raiz. E também, depois de muito tempo, o PT não apresenta candidato. Evidentemente o meu o principal concorrente (Geraldo Júnior) enfrenta essas dificuldades para tentar ser o que ele nunca foi", afirmou.

Ao ser questionado sobre a aliança do PL em sua chapa, Bruno desconversou sobre o apoio de Bolsonaro.

“Já tive o apoio do PL na eleição passada. Minha aliança é com o povo. Enquanto tem candidato brigando para ser o candidato de A, B e C, deixa eles brigarem. Meu principal adversário se dizia amigo dos filhos de Bolsonaro” disse o Reis.

Sobre sua posição política e ideológica, o prefeito afirmou que não é de direita nem de esquerda.

“A ideologia não vai resolver a fome de ninguém, o problema do transporte, do emprego, não vai garantir vaga na creche. Você nunca vai ver discurso meu dizendo que sou de direita, de esquerda, de centro. Sou do trabalho. Estão nessa discussão besta, que não leva a lugar nenhum, brigando nas redes sociais, e eu estou trabalhando. As pessoas não querem saber se quem vai resolver o problema é o prefeito, o governador ou o presidente. Precisam de soluções urgentes. Torço para o sucesso do governo Lula e do de Jerônimo (Rodrigues, governador, que é do PT). Quanto melhor for o desempenho deles, mais fácil fica o meu trabalho”, explicou.

Na segurança pública, Reis defendeu que a prefeitura de Salvador não tem a expertise e a força policial suficientes para enfrentar as facções, sendo essa uma responsabilidade do Estado.

“Todos sabem que quem comanda a polícia é o governador. A prefeitura não tem expertise, força policial para enfrentar as facções, que é o maior problema da cidade hoje. Mas em todas as outras áreas estamos indo além das nossas atribuições. No Centro histórico, praticamente assumimos a questão da segurança depois de episódios lamentáveis de roubos e agressões a turistas. Nossa ideia é levar esse case para outras áreas da cidade”, contestou.

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