Política

Em desabafo acalorado, Otto Alencar rebate comparação entre Golpe de 1964 e 8 de Janeiro: 'tive colegas fuzilados'

Senador Otto Alencar, presidente da CCJ - Geraldo Magela/Agência Senado
Bittar defende envolvidos no 8 de janeiro e faz comparação com período da ditadura, o que foi rebatido por Otto  |   Bnews - Divulgação Senador Otto Alencar, presidente da CCJ - Geraldo Magela/Agência Senado

Publicado em 10/12/2025, às 17h58   Cibele Gentil



Na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta quarta-feira (10), o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), fez um desabafo contundente sobre o Golpe Militar de 1964. O senador lembrou que muitas das vítimas do regime não eram comunistas ou sequer de esquerda. Sua fala foi uma resposta à comparação feita pelo senador Márcio Bittar (PL-AC), que, ao falar sobre os acontecimentos de 8 de janeiro, afirmou que os envolvidos na tentativa de golpe “estão pagando por um crime que não cometeram”.

Otto Alencar, então, fez questão de pontuar que Bittar não viveu a realidade daquele período. “O golpe de 1964 penalizou civis que apoiaram o golpe. Tive colegas que nunca foram de esquerda ou comunistas e que foram fuzilados”, disse, ressaltando que figuras como Carlos Lacerda e Juscelino Kubitschek, ambos distantes do comunismo, também sofreram as consequências do regime militar. Ele ainda completou: “Quem estava no 8 de janeiro estava lá para derrubar a democracia”.

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