Política

Em meio a polêmica do Banco Master, Toffoli é flagrado em resort de luxo com banqueiro do BTG e empresário

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As imagens mostram Toffoli interagindo de forma amigável com os empresários, o que levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 22/01/2026, às 16h06 - Atualizado às 16h06



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli foi flagrado recebendo o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o empresário Luiz Pastore, proprietário do grupo metalúrgico Ibrame, no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). As informações são da coluna de Andreza Matais, do site Metrópoles. 

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De acordo com a publicação, o encontro ocorreu no dia 25 de janeiro de 2023, quando os empresários chegaram ao resort em um helicóptero avaliado em 12 milhões de dólares, pertencente ao BTG. Nas imagens, Toffoli aparece usando uma camiseta azul-escura, bermuda cáqui e chinelos esperando os convidados em uma área reservada. 

O ministro do STF recebeu Pastore com um abraço e um beijo no rosto, enquanto Esteves foi cumprimentado com um aperto de mão seguido de abraço. As gravações mostram ainda o trio conversando, segurando copos de bebida. 

Sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves é um dos homens mais ricos e influentes do Brasil. Ele mantém proximidade com ministros do STF, do Tribunal de Contas da União (TCU) e membros do Executivo. O banqueiro tem alguns negócios que podem ser afetados por alguma decisão do STF, embora não tivesse nenhum processo contra ele ou contra o BTG sob relatoria de Toffoli no período em que se encontrou com o ministro. 

Luiz Pastore também tem bom trânsito com políticos e membros do Judiciário. É dele a aeronave que Toffoli usou para viajar ao Peru para assistir à final da Copa Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, realizada em novembro do ano passado. 

Essa viagem foi alvo de questionamentos sobre a isenção de Toffoli para relatar investigações envolvendo o Banco Master. Isso porque o ministro estava acompanhado pelo advogado Augusto de Arruda Botelho, que atua na defesa de Antônio Bull, ex-diretor do Banco Master

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