Política
Com a iminente troca comando do Banco Central (BC), o provável sucessor do atual presidente, Roberto Campos Neto, indicado no governo de Jair Bolsonaro (PL), é um velho conhecido. O diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo, ex-braço direito do ministro Fernando Haddad na Fazenda, é a bola da vez nesta primeira transição desde a lei que deu autonomia à entidade, em 2021.
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Ele é visto como o favorito para a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no fim deste ano, quando termina o mandato de Campos Neto, que deixa o cargo em 31 de dezembro cumprindo a regra de autonomia da instituição, que deu ao presidente e seus diretores mandatos fixos de quatro anos.
De acordo com O Globo, no entanto, Galípolo pode estar entre a ‘cruz e a espada’. Isso porque o diretor vai precisar, até o fim do ano, encontrar um ‘meio termo’ entre seus votos sobre queda ou aumento da taxa básica de juros (Selic) e as atribuições que podem dificultar novos cortes.
O presidente Lula tem cobrado, há muito tempo, uma redução mais forte na Selic, e justamente nesta semana, o Copom se reúne para definir a Selic. Ou seja, Galípolo vai precisar descobrir uma forma de driblar as exigências do presidente ao mesmo tempo que não se queima com o mercado.
Toda essa ‘manobra’ seria para não que ele mesmo não ‘sepulte’ as chances que possui junto a Lula - que é quem tem poder para indicá-lo para assumir a gestão do Banco Central - e nem perder a credibilidade com agentes do mercado importantes para a autoridade monetária.
Vale lembrar que, apesar do presidente Lula ter poder para indicar o novo líder e diretores do BC, ele não pode demití-los.
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