Política

Em nova denúncia, ex-aluna diz ter sido "apalpada" por Silvio Almeida: "Eu estava de saia"

Valter Campanato / Agência Brasil
Silvio Almeida é acusado de assédio por outras ex-alunas de instituição de ensino  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato / Agência Brasil

Publicado em 21/09/2024, às 16h05   Yuri Pastori



Uma ex-aluna do ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, denunciou que sofreu assédio sexual do então professor de direito na Universidade São Judas, em São Paulo, em 2017. As informações são do colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

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A vítima enviou ao colunista prints de conversas que teve com outras pessoas sobre o ocorrido em 2022 e conversas com Almeida tidas, no fim de 2016, quando o professor era o seu orientador em um projeto de iniciação científica, que ela diz ter desistido em virtude do assédio. A desistência resultou na perda de uma bolsa de estudos de 40% do valor da mensalidade.

O assédio teria acontecido em um café da faculdade, onde eles discutiam o projeto científico.

“Eu e Silvio Almeida estávamos no café da São Judas, conversando sobre o projeto de iniciação científica, quando ele colocou as duas mãos nas minhas pernas, com vontade, e foi subindo o máximo que conseguiu, enquanto falava normalmente. Eu estava de saia. Me afastei, fiquei muito aflita. Fui embora, nem assisti à aula naquele dia e pensei em largar a faculdade”, relatou a vítima.

Não foi a primeira denúncia contra Almeida envolvendo ex-alunas da faculdade. Uma outra mulher revela ter sido assediada em 2007 e outra em 2009. As denúncias envolvem favores sexuais que o ex-ministro exigia em troca de melhorar nota das alunas nas provas. Almeida não respondeu à reportagem do Metrópoles. A Universidade São Judas emitiu nota sobre o caso.

“A Universidade São Judas reforça seu compromisso com a criação de um ambiente seguro, ético e respeitoso para todos os alunos e colaboradores, repudiando toda e qualquer atitude que possa caracterizar constrangimento, assédio ou violência. Importante destacar que, até o momento, a instituição não recebeu nenhuma denúncia ou relato formal de natureza semelhante aos mencionados, em seus canais oficiais, por isso, desconhecemos os fatos. Contudo, apesar de não haver qualquer relação jurídica com o ex-professor há cinco anos, a instituição está apurando internamente o tema e se coloca à disposição das autoridades competentes para contribuir com o que for necessário na apuração da verdade dos fatos.”, diz o comunicado da instituição de ensino.

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