Política
por Anderson Ramos e Yuri Pastori
Publicado em 29/05/2026, às 12h30 - Atualizado às 12h31
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), esteve em Salvador, nesta sexta-feira (29), e ironizou a ida do pré-candidato a Presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Boulos participou na capital baiana de uma ação conjunta dos programas 'Governo do Brasil na Rua' e 'Periferia de Direitos', no Centro Social Urbano (CSU) de Pernambués, com ações gratuitas para a população.
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Boulos disse que o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi o que combateu de maneira mais firme o crime organizado no país.
"A Operação Carbono Oculto não pegou o crime só ali no bagrinho. Pegou o crime na lavagem de dinheiro, da Faria Lima, do grande criminoso, dos ricaços e dos privilegiados que ganham com o crime organizado e que ganham com o tráfico de drogas. O governo do presidente Lula foi mexer nesse vespeiro", afirmou.
O auxiliar de Lula avaliou a decisão dos Estados Unidos sobre classificar as organizações criminosas PCC e CV como facções criminosas. “Eu pergunto: alguém acha, de verdade, que o Donald Trump ou os Estados Unidos estão preocupados com a segurança do povo aqui da periferia da Bahia ou de qualquer periferia do Brasil? Não estão", disparou.
"Como quando foram lá na Venezuela, a preocupação deles não era isso, a preocupação deles era petróleo. Aqui o que eles querem é minerais críticos, é terras raras. Então veja, o governo federal vai continuar sendo firme no combate ao crime organizado, defendendo a soberania brasileira. Quem cuida dos assuntos do Brasil é o povo brasileiro e o governo eleito pelo povo brasileiro", acrescentou.
Boulos fez duras críticas à oposição bolsonarista. "Infelizmente, a gente tem um grupo de... de lambe-botas, de traidores da pátria, que têm atuado contra o Brasil. E que, aliás, eu me pergunto se o seu Flávio Bolsonaro, que foi lá na Casa Branca, se ele também propôs transformar a milícia do Rio de Janeiro em organização terrorista", disparou.
"Milícia do Rio de Janeiro que tinha lá o chefe do Escritório do Crime, não é? Adriano da Nóbrega, que foi premiado por ele. Que a mãe e a esposa do chefe da milícia lá do Rio de Janeiro estavam no gabinete dele. Veja, tem que ter autoridade moral para falar em combater o crime organizado. E essa turma não tem", finalizou.
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