Política

Em Salvador, Janja faz apelo para Câmara votar projeto que criminaliza a misoginia

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A primeira-dama Janja da Silva fez apelo para que o projeto que criminaliza a misoginia seja pautado na Câmara dos Deputados  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Thiago Teixeira e Davi Lemos

por Thiago Teixeira e Davi Lemos

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 31/07/2026, às 18h13 - Atualizado às 18h20



A primeira-dama Janja da Silva fez um apelo, nesta sexta-feira (31), em Salvador, para que a Câmara dos Deputados coloque em votação o projeto de lei que criminaliza a misoginia. A proposta, segundo ela, já foi aprovada por unanimidade no Senado Federal.

“Aqui eu gostaria de fazer um apelo para que o projeto de lei que se encontra na Câmara dos Deputados — aqui minhas queridas deputadas federais — que criminaliza a misoginia seja colocado em pauta na Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado por unanimidade no Senado Federal e eu faço um apelo aqui para que o projeto seja colocado em pauta”, declarou.

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A manifestação ocorreu durante a Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada na capital baiana. Promovida pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR), em parceria com o Governo da Bahia e representantes dos demais Poderes, a iniciativa busca ampliar a articulação entre União, estados e municípios para fortalecer ações de prevenção e combate à violência de gênero.

Durante o evento, Janja também demonstrou preocupação com a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos de ódio e citou a participação de um menino de 12 anos em um estupro coletivo.

“É disso que a gente fala desse conteúdo de ódio que nossos meninos estão vivendo, estão absorvendo, estão vendo todos os dias. Um menino de 12 anos participar de um estupro coletivo? Em algum lugar ele viu isso. Não é possível um menino de 12 anos participar de um estupro coletivo. A gente precisa parar e realmente pensar que futuro, que homens serão esses jovens no futuro”, afirmou.

A primeira-dama defendeu ainda uma educação voltada à igualdade de gênero e ao respeito aos direitos das mulheres. “Precisamos educar nossos meninos e meninas para a igualdade, para os direitos das mulheres, para a construção de um mundo em que nenhuma mulher seja assassinada pelo simples fato de terminar um relacionamento ou por não querer se relacionar com alguém”, concluiu.

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