Política
A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, se emocionou nesta sexta-feira (31), durante a mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador. O evento reúne representantes dos estados e municípios, além de integrantes dos Três Poderes, em uma articulação voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher.
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Após o discurso da primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, Janja chamou atenção para a disseminação de conteúdos misóginos na internet e demonstrou preocupação com a influência desse tipo de material sobre crianças e adolescentes.
Ao abordar o tema, Janja citou o documentário “Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera”, disponível na Netflix, que investiga comunidades masculinas online e a propagação de discursos de ódio contra mulheres e destacou: “É importante que a gente assista e que os homens assistam”.
Segundo Janja, o conteúdo produzido por integrantes dessas comunidades frequentemente expõe, ridiculariza e desqualifica mulheres. A primeira-dama também relacionou a circulação desse tipo de discurso ao comportamento de jovens e fez um alerta sobre os impactos da exposição precoce a conteúdos violentos e misóginos.
O menino de 12 anos participar de um estupro coletivo, em algum lugar ele viu isso. Não é possível um menino de 12 anos participar de um estupro coletivo. Precisamos educar nossos meninos e meninas para a igualdade, para os direitos das mulheres, para a construção de um mundo em que nenhuma mulher seja assassinada pelo simples fato de terminar um relacionamento ou por não querer se relacionar com alguém”, afirmou.
Durante a fala, Janja também fez um apelo aos deputados federais pela tramitação de um projeto que prevê a criminalização da misoginia. A esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proposta foi aprovada por unanimidade no Senado Federal e pediu que o texto seja colocado em votação na Câmara dos Deputados após o recesso parlamentar.
Esse projeto foi aprovado por unanimidade no Senado Federal e eu faço um apelo aqui para que o projeto seja colocado em pauta assim que voltar ao recesso. A gente não sabe se vai ganhar ou se vai perder, mas a gente quer saber quais são os deputados e deputadas que protegem a vida das mulheres”, declarou a primeira-dama.
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