Polícia

"Motel sobre rodas" perturba moradores com drogas, sexo e crimes

10 horas antes das imagens do casal, crianças estavam brincando no local - Reprodução
Câmeras de segurança flagraram a van sendo utilizada como ponto para o tráfico de drogas e atos sexuais  |   Bnews - Divulgação 10 horas antes das imagens do casal, crianças estavam brincando no local - Reprodução
Elisa Martins

por Elisa Martins

mariaelisamartinssouza14@gmail.com

Publicado em 15/09/2026, às 16h26 - Atualizado às 16h27



Fileiras de veículos abandonados, muitos deixados por oficinas mecânicas, com vidros quebrados e estruturas tomadas pela ferrugem ocupam as calçadas e os acostamentos da Quadra 202 do Recanto das Emas, localizada no Distrito Federal. Mas um específico tem aborrecido os moradores locais: uma van do tipo Sprinter que se tornou um ponto para marginalidade e para práticas sexuais.

O automóvel, que um dia funcionou como transporte de passageiros ou cargas, passou a ser útil como abrigo temporário para pessoas em situação de rua, ponto de apoio para consumo e venda de entorpecentes e, principalmente, como um motel improvisado sobre quatro rodas. Casais se encontram nos bancos rasgados e no interior abafado da van para viverem a intimidade. 

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Imagens de câmeras de segurança instaladas em imóveis da rua registram a movimentação em torno da van. Em um dos casos, crianças foram vistas utilizando o espaço como playground improvisado. 

Porém, cerca de 10 horas depois, as câmeras flagraram a rotina de encontros íntimos no veículo. Na madrugada, uma jovem de cabelos longos encontra-se com um rapaz que chega ao local de bicicleta.  Após troca de beijos e abraços em via pública, o casal entra na van Sprinter e se tranca no interior para finalizar o encontro. 

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Moradores que convivem próximos às sucatas afirmam que isso dificulta o bom convívio na vizinhança. Segundo uma moradora da região, que preferiu não se identificar, devido ao medo de represálias por parte dos frequentadores da carcaça, o perigo se intensificou após os carros se acumularem na rua. 

“A maior preocupação dos moradores reside no fato de que crianças da comunidade costumam brincar no interior das sucatas durante o dia, sem ter dimensão de que utilizam os mesmos assentos onde, horas depois, adultos dormem, negociam substâncias ilícitas ou se entregam a encontros sexuais sem qualquer vergonha ou inibição”, afirmou.

Em outros momentos, são gravadas a movimentação do tráfico de drogas durante negociações entre um suspeito e um usuário. Na mesma ocasião, o suposto traficante deixa o aparelho celular sobre o capô de um dos veículos, enquanto um homem em situação de rua aproxima-se e furta o telefone. 

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