Política

Em Salvador, Kim Kataguiri confirma planos do MBL para 2026 na Bahia

Devid Santana / BNews
Deputado confirmou que o grupo já definiu nome para candidatura ao governo do Estado em 2026 e falou da CPMI do INSS  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 17/05/2025, às 17h07 - Atualizado às 17h14   Thiago Teixeira e Héber Araújo



O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) está em Salvador, onde participou de um evento ligado ao Movimento Brasil Libre (MBL), grupo político fundado por ele na década de 2010. Durante a reunião, em entrevista ao Bnews, Kim afirmou estar havendo movimentação do grupo para lançar uma candidatura para disputar as eleições estaduais de 2026, oferecendo uma nova opção além de Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-prefeito de Salvador.

“Nós devemos ter um candidato próprio. Hoje já estamos trabalhando na construção de uma pré-campanha para o Mauro Cardim, que inclusive está participando aqui do nosso Congresso. Assim como para a Presidenta da República, a gente não deve ficar preso nessa dicotomia Lula-Bolsonaro, e ter o nosso próprio candidato também, que nós vamos debater em prévia qual vai ser esse candidato”, declarou o deputado.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Kim disse ainda que o nome foi definido durante conversas com os membros do grupo na Bahia. “Para defender o nosso programa, para defender o nosso projeto, entendemos que nenhum dos lados tem as mesmas ideias os mesmos programas que a gente”, completou.

Kataguiri destacou ainda que a Bahia tem se tornando um grande representante do MBL, que tem apresentado nomes fortes e importantes para o movimento de firmar a sigla como um partido político de fato - o que Kim declarou que deverá ocorrer em setembro deste ano, e lançar nomes ao cenário politico estadual e nacional.

Congresso do MBL reúne militantes da Bahia. (Foto: Devid Santana / BNews)

CPMI do INSS e críticas a Lula

Ao ser questionado sobre a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Segura Social (INSS), o deputado federal declarou que o governo Lula não tem força o suficiente para impedir que seja instaurada, se declarando a favor das investigações. Segundo ele, mesmo que as fraudes tenham começado no governo Jair Bolsonaro, foi no governo Lula que se intensificaram.

“Nós sabemos que várias das associações começaram os descontos ainda em 2016. Esses descontos, no governo Lula, passaram de cerca de R$ 300 milhões para R$ 3 bilhões. Então, teve um salto muito grande, inclusive, com a participação da Contag, que tem uma vinculação direta com o MST. E também uma participação importante no escândalo, que eu acho uma das coisas mais estranhas, por assim dizer, é da Advocacia Geral da União ter ingressado com ações, contra várias associações, contra vários sindicatos, mas ter preservado aquela ligada ao irmão do presidente Lula”, disparou Kim.

Kataguiri ainda afirma que, para ele, o governo Lula ter tanta resistência a implementação da CPMI “já é uma admissão de culpa”.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)