Política
por Henrique Brinco
Publicado em 16/05/2026, às 07h34 - Atualizado às 07h36
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que o Banco Master e a Entre Investimentos movimentaram R$ 203 milhões em um único dia, em 19 de agosto de 2024. As informações constam em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) obtido pelo SBT News.
A movimentação ganhou repercussão após o Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro em negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o relatório do Coaf, a operação envolvendo o Banco Master e a Entre Investimentos foi registrada como “transferência de bens imóveis de qualquer valor, de cotas ou participações societárias”. O documento, no entanto, não detalha quem realizou o pagamento ou quem recebeu os recursos.
Também não há confirmação se os valores teriam sido posteriormente enviados ao fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos. De acordo com Flávio Bolsonaro, o fundo foi criado para viabilizar a produção de “Dark Horse” e está sob gestão do advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Em nota oficial, Flávio afirmou que conheceu Daniel Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando, segundo ele, os fatos atribuídos ao empresário ainda não eram públicos. “O contato ocorreu em 2024 quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente”, declarou o senador, pré-candidato à Presidência da República.
Já em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (15), o senador afirmou não ter “que justificar nada para ninguém” ao ser questionado sobre o financiamento do longa-metragem.
O deputado federal Mario Frias, produtor-executivo do filme, confirmou que a Entre Investimentos foi a empresa responsável pelos repasses para a produção. A companhia integra o grupo da Entrepay, fintech investigada por vínculos com o Banco Master e que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em março deste ano.
Segundo as investigações, o Grupo Entre já vinha sendo monitorado pela Polícia Federal como parte da suposta estrutura financeira ligada ao Banco Master, envolvendo empresas e fundos de investimento utilizados para dificultar o rastreamento de recursos.
Procurada pela emissora, a Entre Investimentos afirmou, em nota, que não exerce “qualquer função de gestão ou administração fiduciária” no fundo Havengate e declarou atuar “em conformidade com as normas e regulamentações aplicáveis ao setor financeiro”.
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