Política
por Héber Araújo
Publicado em 23/06/2026, às 14h57
A Receita Federal, em parceria com o Ministério Público de São Paulo, realizou uma operação contra uma empresária acusada de ser “laranja” de uma facção criminosa. A empresária mantinha contratos de R$185 milhões com o Ministério Público, por meio de sua distribuidora de medicamentos, Star Pharma.
Segundo revelou a Folha de São Paulo, a suspeita foi identificada como Andrea Cristina Alves Borges. Conforme o MP, ela estava creditada em empresas ligadas à Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Mourad, o Primo, onde exerceria “funções de gerência” em uma rede de postos.
Ainda nas investigações, a promotoria afirmou ter localizado mensagens onde ela narra um plano de concentrar as transações de 56 empresas do grupo na conta de um único posto. Av movimentação teria se dado em resposta a Operação Carbono Oculto, para evitar a ruptura do fluxo de caixa e ocultar as transações da rede de postos.
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Até o momento, a empresária não se manifestou sobre a investigação contra ela. Já a empresa Star Pharma emitiu uma nota alegando que não conhece as atividades praticadas por Andreia fora da empresa e alegou que não possui qualquer vínculo com atividades ou grupos criminosos. O comunicado diz que ela não faz mais parte do quadro societário da empresa, tendo deixado o cargo no último mês de novembro.
A empresa possui contratos com empresas estrangeiras e com o SUS em contratos que foram firmados por Andrea. Esses contratos somam mais de R$220 milhões.
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