Política

Empresário famoso de Salvador investiu em CDBs do Banco Master e teve rombo de R$ 485 mil

Faculdade Baiana de Direito
Com a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, a maior parte do dinheiro aplicado foi perdida  |   Bnews - Divulgação Faculdade Baiana de Direito
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 05/05/2026, às 08h19 - Atualizado às 08h20



Um investimento com promessa de rendimento acima da média virou prejuízo pesado para um empresário conhecido na Bahia. Chico Salles, fundador da Faculdade Baiana de Direito e da editora JusPodivm, entrou na Justiça para tentar recuperar R$ 485,4 mil após a quebra do banco Master.

A ação, que tramita na 3ª Vara de Relações de Consumo de Salvador, mira diretamente três nomes ligados à instituição: Daniel Vorcaro, Augusto Lima e Maurício Quadrado, segundo a coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles. A estratégia é ir além da pessoa jurídica e alcançar o patrimônio pessoal dos executivos.

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Aplicação alta, retorno interrompido
Entre janeiro de 2022 e abril de 2024, Salles aplicou R$ 710,4 mil em CDBs do Master. As taxas chamavam atenção, chegavam a 128% do CDI, bem acima do padrão oferecido por bancos tradicionais.

O cenário mudou com a liquidação extrajudicial do banco, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. A partir daí, o dinheiro aplicado ficou travado.

Do total investido, R$ 250 mil foram recuperados via Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre aplicações até esse limite por CPF e instituição. O restante, mais de R$ 480 mil, ficou descoberto.

Disputa judicial
Na ação, o empresário tenta responsabilizar diretamente os gestores pela perda. A tese é que houve falhas que justificariam atingir bens pessoais dos envolvidos. 

Além da atuação no meio jurídico, Chico Salles também se apresenta como investidor anjo e empreendedor ligado à Endeavor, conforme perfil profissional.

A reportagem do BNews procurou o empresário Francisco Salles Neto, mas até o momento não obteve resposta. O espaço continua aberto para manifestação.

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