Política

Entenda a importância da reabertura do Estreito de Ormuz para Donald Trump

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Trump alerta que o tempo está se esgotando e que o Irã deve agir rapidamente para evitar uma crise no Estreito de Ormuz  |   Bnews - Divulgação Divulgação/White House
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 04/04/2026, às 14h23



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um prazo de 48 horas para que o Irã faça um acordo sobre a liberação do corredor marítimo do Estreito de Ormuz. Neste sábado (04), por meio de sua rede social, o norte-americano fez uma ameaça ao país do Oriente Médio com o 'inferno' em caso de descumprimento.

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Lembram quando dei ao Irã dez dias para FECHAR UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando. 48 horas antes que todo o inferno caia sobre eles", escreveu Trump na Truth Social.

De acordo com a agencia estatal iraniana, o país liberou a passagem apenas para navios com cargas essenciais. O tráfego para outras embarcações ainda sofre limitações.

Em entrevista à CNN Brasil neste sábado (4), o professor de Relações Internacionais da UFF, Vitelio Brustolin, disse que Trump não pode encerrar o conflito com o Irã sem garantir a reabertura do estreito, já que sua primeira viagem internacional neste mandato foi para países da região do Golfo.

Ele foi para a Arábia Saudita, para os Emirados Árabes Unidos, para o Catar, e conseguiu uma garantia de que esses países investirão nos próximos 10 anos mais de três trilhões de dólares nos Estados Unidos", explicou.

Os investimentos foram negociados em troca de segurança. "Ter um aliado, que é a maior potência militar do mundo, saindo dessa guerra sem reabrir o Estreito de Hormuz, que é o principal interesse desses países, é inviável", afirmou.

Ainda segundo o especialista, o estreito é importante para o escoamento da produção de petróleo desses países, apesar de que a Arábia Saudita ainda consegue vender parte de sua produção por meio do Mar Vermelho, que também enfrenta ameaças de fechamento pelos houthis.

Brustolin avaliou que os ataques dos Estados Unidos ao Irã podem não ser suficientes para reabrir o estreito, já que o país do Oriente Médio mantém o bloqueio com "armas mais simples, como minas navais e até drones", em comparação com o arsenal dos Estados Unidos e Israel.

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