Política
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizou as redes sociais nesta terça-feira (3) para dizer que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) após vir à tona que o bolsonarista usou um jatinho que pertence ao CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, para fazer campanha em apoio a Jair Bolsonaro durante o segundo turno das eleições de 2022.
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A viagem durou dez dias e Nikolas passou por nove estados. Além do deputado bolsonarista, o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha, também fez parte da tripulação que rodou o país para fazer campanha para o ex-presidente.
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Erika Hilton disse que vai pedir ao TSE para investigar o deputado [Nikolas], o pastor [Batista], o banqueiro [Vorcaro] e o presidiário [Jair Bolsonaro] sejam devidamente investigados.
"É inaceitável a possibilidade de que um deputado tenha feito campanha de forma ilegal com o jatinho de luxo do criminoso responsável por um rombo de 51,8 BILHÕES DE REAIS", escreveu a deputada.
🚨 BOMBA EM BRASÍLIA
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 3, 2026
Os jornais acabam de revelar que Nikolas Ferreira e o pastor Guilherme Batista, da Igreja da Lagoinha, utilizaram o jatinho de luxo de Daniel Vorcaro, líder do esquema do Banco Master, para fazer campanha eleitoral para o presidiário Jair Bolsonaro em 2022.… pic.twitter.com/Vl582DUVE2
Após o caso se tornar público, Nikolas Ferreira divulgou uma nota em confirma ter usado o jatinho, mas diz que não sabia quem era o proprietário da aeronave. O bolsonarista afirma ainda que Vorcaro não era conhecido, nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta.
Confira a nota na integra:
Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.
À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro.
Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.
E daí? Tentem na próxima. pic.twitter.com/l2nOZDlqa2
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 3, 2026
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