Política

Mais da metade dos baianos é a favor do fim da escala 6x1; veja como votaram eleitores de Lula e Bolsonaro

Letycia Bond/Agência Brasil
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opnus em janeiro deste ano  |   Bnews - Divulgação Letycia Bond/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 24/01/2025, às 09h27 - Atualizado às 09h30



Uma pesquisa realizada pelo Instituto Opnus, em janeiro deste ano, revelou que 65% da população baiana apoia a proposta para acabar com a escala de trabalho 6x1, enquanto 21% são contrários e 6% não souberam ou não responderam.

O levantamento, que analisou diferentes perfis de entrevistados, mostra como a opinião sobre o tema varia conforme gênero, renda, escolaridade e orientação política.

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Resultados gerais:

  • 65% são a favor do fim da escala 6x1
  • 21% são contra
  • 6% não souberam ou não responderam (NS/NR).

A pesquisa entrevistou pessoas de diferentes perfis e traz cruzamentos que revelam como fatores como gênero, renda e escolha política influenciam as opiniões sobre o tema.

Opinião por orientação política:

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022, 71% apoiam a proposta, 15% são contrários e 6% não responderam.
Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, 52% são a favor, 37% contra e 5% não responderam.

Opinião por gênero:

Entre os homens, 58% são a favor, enquanto 29% são contra e 5% não responderam.
Entre as mulheres, o apoio é ainda maior: 72% a favor, 11% contra e 7% NS/NR.

Opinião por renda familiar:

Até 1 salário mínimo: 70% a favor, 16% contra e 8% NS/NR.
De 1 a 2 salários mínimos: 74% a favor, 11% contra e 6% NS/NR.
De 2 a 6 salários mínimos: 58% a favor, 31% contra e 3% NS/NR.
Mais de 6 salários mínimos: 39% a favor, 35% contra e 7% NS/NR.

Opinião por nível de escolaridade:

Até o ensino fundamental: 70% a favor, 18% contra e 8% NS/NR.
Ensino médio: 62% a favor, 25% contra e 4% NS/NR.
Ensino superior: 62% a favor, 20% contra e 5% NS/NR.

Metodologia

  • Número de entrevistados: 800 pessoas
  • Sexo: 53% mulheres e 47% homens
  • Grau de escolaridade: 43% com até o ensino fundamental, 45% com ensino médio e 12% com ensino superior
  • Religião: 71% não evangélicos e 29% evangélicos.
  • Região do estado:
    Salvador: 19%
    Centro-Sul: 18%
    Centro-Norte: 16%
    Sul: 13%
    Região Metropolitana: 11%
    Nordeste: 11%
    Vale São-Franciscano: 7%
    Extremo Oeste: 5%
  • Renda familiar

Até 1 salário mínimo: 46%
De 1 a 2 salários mínimos: 20%
De 2 a 6 salários mínimos: 22%
Mais de 6 salários mínimos: 5%

  • Faixa etária
    16 a 24 anos: 14%
    25 a 34 anos: 20%
    35 a 44 anos: 23%
    45 a 59 anos: 27%
    60 anos ou mais: 16%

Discussão em Brasília

O fim da jornada de seis dias de trabalho para um dia de descanso (6x1) ainda está em discussão na Câmara dos Deputados. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Erika Hilton (Psol), que propõe o fim da escala, já alcançou 194 assinaturas e deve ser protocolada na Câmara dos Deputados. O texto estabelece a duração do trabalho de até oito horas diárias e 36 semanais, com jornada de quatro dias por semana e três de descanso.

Outra proposta já em tramitação na Câmara (PEC 221/19), do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal do trabalhador brasileiro. Essa redução terá prazo de dez anos para se concretizar. O texto do deputado está na Comissão de Constituição e Justiça à espera de um relator desde março.

Atualmente, a Constituição estabelece que a jornada deva ser de até 8 horas diárias e até 44 horas semanais, o que viabiliza o trabalho por seis dias com um dia de descanso.

Classificação Indicativa: Livre

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