Política
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Opnus, em janeiro deste ano, revelou que 65% da população baiana apoia a proposta para acabar com a escala de trabalho 6x1, enquanto 21% são contrários e 6% não souberam ou não responderam.
O levantamento, que analisou diferentes perfis de entrevistados, mostra como a opinião sobre o tema varia conforme gênero, renda, escolaridade e orientação política.
Resultados gerais:
A pesquisa entrevistou pessoas de diferentes perfis e traz cruzamentos que revelam como fatores como gênero, renda e escolha política influenciam as opiniões sobre o tema.
Opinião por orientação política:
Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022, 71% apoiam a proposta, 15% são contrários e 6% não responderam.
Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, 52% são a favor, 37% contra e 5% não responderam.
Opinião por gênero:
Entre os homens, 58% são a favor, enquanto 29% são contra e 5% não responderam.
Entre as mulheres, o apoio é ainda maior: 72% a favor, 11% contra e 7% NS/NR.
Opinião por renda familiar:
Até 1 salário mínimo: 70% a favor, 16% contra e 8% NS/NR.
De 1 a 2 salários mínimos: 74% a favor, 11% contra e 6% NS/NR.
De 2 a 6 salários mínimos: 58% a favor, 31% contra e 3% NS/NR.
Mais de 6 salários mínimos: 39% a favor, 35% contra e 7% NS/NR.
Opinião por nível de escolaridade:
Até o ensino fundamental: 70% a favor, 18% contra e 8% NS/NR.
Ensino médio: 62% a favor, 25% contra e 4% NS/NR.
Ensino superior: 62% a favor, 20% contra e 5% NS/NR.
Metodologia
Até 1 salário mínimo: 46%
De 1 a 2 salários mínimos: 20%
De 2 a 6 salários mínimos: 22%
Mais de 6 salários mínimos: 5%
Discussão em Brasília
O fim da jornada de seis dias de trabalho para um dia de descanso (6x1) ainda está em discussão na Câmara dos Deputados. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Erika Hilton (Psol), que propõe o fim da escala, já alcançou 194 assinaturas e deve ser protocolada na Câmara dos Deputados. O texto estabelece a duração do trabalho de até oito horas diárias e 36 semanais, com jornada de quatro dias por semana e três de descanso.
Outra proposta já em tramitação na Câmara (PEC 221/19), do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal do trabalhador brasileiro. Essa redução terá prazo de dez anos para se concretizar. O texto do deputado está na Comissão de Constituição e Justiça à espera de um relator desde março.
Atualmente, a Constituição estabelece que a jornada deva ser de até 8 horas diárias e até 44 horas semanais, o que viabiliza o trabalho por seis dias com um dia de descanso.
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