Política

Esposa de Binho Galinha tem HC negado pela Justiça e segue em prisão preventiva

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Ela é apontada como líder de uma organização criminosa junto com o marido  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

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Publicado em 05/06/2024, às 14h46 - Atualizado às 14h50



Foi negado, pela Primeira Câmara Criminal 2ª Turma do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), nesta terça-feira (4), um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Mayana Cerqueira da Silva, esposa do deputado estadual Binho Galinha

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Ela, o marido e outras pessoas são investigadas no âmbito da Operação El Patron, sob suspeita da prática de organização criminosa, receptação de cargas roubadas, agiotagem e extorsão. 


Segundo a decisão, a paciente não se enquadra nos requisitos de ‘mulher pobre e vulnerável’, por isso negaram o pedido. Por maioria, os desembargadores seguiram o voto do relator Baltazar Miranda Saraiva.


Ainda de acordo com a decisão, “a acusada atua na ORCRIM investigada em várias frentes, a exemplo do jogo do bicho e da movimentação da verba ilícita arrecadada. Além disso, houve tentativa de ocultar/dissimular provas contra a própria investigada e terceiros envolvidos nas práticas delituosas por ela comandadas”. 


A decisão pontua ainda que “de forma dolosa, a Acusada promoveu a destruição do próprio aparelho celular, no qual se encontraria inúmeras informações relativas ao modus operandi da ORCRIM, notadamente provas essenciais para o deslinde da investigação, caracterizando o delito de embaraço à investigação de ORCRIM”.


A 2ª Turma ainda observou que a criança de 9 anos, filha de Mayana, não necessita retornar ao convívio da mãe e frisou que, “conforme interação e relato verbal da paciente, foi possível observar sofrimento emocional por experiências vivenciadas com núcleo familiar, bem como por distanciamento de vínculos próximos e mudanças repentinas de rotina com prejuízos significativos”.


Mayana está presa preventivamente desde o dia 9 de abril. Ela foi alvo da Polícia Federal em meio à “Operação Hybris”, que investiga uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem, extorsão e receptação qualificada em Feira de Santana e cidades circunvizinhas, na Bahia.

Em nota enviada à imprensa a defesa do deputado diz que "apesar da decisão, o deputado estadual Binho Galinha assegura que tudo será esclarecido no curso das investigações".

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